Apenas creia.

"não deixe que seus pensamentos, suas palavras, nem as suas ações contradigam aquilo que Deus diz a respeito de você..."

domingo, 29 de abril de 2012

Calor.















Aqui está muito frio. Só há um calor que aquece. Deixo as janelas abertas e o vento invisível batendo... Sinto o vento como quem pisa em cacos de vidro. Está muito frio, muito esquisito aqui dentro. Tudo distante. Ausente.

Não muito sozinho em caminhadas de novas estradas.  Não muito... A manhã é nova amanhã. Embora me exija as mesmas coisas que querem ser diferentes. Ou precisem ser.

Não reprimo a alegria, sou fino no trato com ela. Mas hoje é uma alegria dominical. Sorriso de anteontem. O céu claro, apesar de que me preocupo com o depois. Esse vão, vácuo dos pensamentos embaraçados. Gosto de ser meu próprio espelho, minha nobre criação, exposto ali, atrás, no passado que meu futuro criará.

Perdi tanto tempo jogando fora velhos trapos. Eles poderiam ser reciclados por novas travessuras, amores, encantos e assim esquecidos. O tempo é curto, é rápido, embutido nas horas dos relógios que, nos prendem cronologicamente, quando precisamos de mais tempo livre para viver.

Aqui continua frio. Mas lá fora tá um calor perto de 40°. Uma sede afobada. Uma pitada de besteiras feitas com um montão de tira-gostos de loucuras. Um refogado que preparou uma farofa de detalhezinhos... Escondidos numa macarronada de problemas, mas, saboreando à noite e sempre à noite, um sushi... De boas cumplicidades.

Vem vindo. Seja desde já por mim bem-vindo. Alegre meu coração. Seja um presente atemporal pra mim. Não importa o frio, o medo, a insegurança. Eu cheguei até aqui e daqui em diante você estará ou eu estarei ao teu lado. Em outro lugar radiante você andou. Fiz infinito o momento em que  sonhei com você e você aconteceu. Mas não deixaram chegar até mim.

Só peço uma lembrança eterna. Pra sempre. Um segredo guardado.  Serei fiel a ele. Aqui comigo guardado e a vida seguirá. Em cantos separados. Mas quando eu tomar sempre meu café da manhã estará aqui me aquecendo num gole de café, posto a porcelana, o teu inesquecível sabor.