Apenas creia.

"não deixe que seus pensamentos, suas palavras, nem as suas ações contradigam aquilo que Deus diz a respeito de você..."

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Debaixo do tapete



Por que somos tão cúmplices das coisas mais absurdas? Somos tão frágeis, tão ridículos que achamos tão desnecessários carinho e humor ao mesmo tempo. “Caçador de mim,” rebuscando explicação em vez menosprezar os conceitos preconceituosos ao meu ou ao nosso respeito.

Hoje, como talvez, amanha, será um dia em que duvidaremos da solidão ao mesmo tempo em que, brigaremos por ela existir. Se estivermos sozinhos, reclamamos; se estivermos grudados, sentimos uma esquisita invasão de privacidade. Vai entender a nossa cabeça!!! Mas pra ser sincero, acho que nunca nos conformamos com aquilo que pensamos que nos conforta. Vejo-nos como a porta entreaberta. A penumbra da meia luz, o charme estéril do “ser diferente”...

Assim como o amor, o silêncio é impermeável. Puros, singelos e fortes. Ambos se explicam sem uma palavra apenas. Ambos com poder discricionário. O amor é o seguro da convicção, o silêncio a convicção de estar seguro. O amor exprime; o silêncio comprime. Não me permitiria amar sem que me permitisse ouvir o silêncio da verdade que há no amor. Em tempo, não se silencia porque quer, mas se ama em silêncio, se quer alguém em silêncio, como quero agora!!!

O risco da cumplicidade gera o ônus da liberdade. Livre para pensar, sonhar, errar, sorver, alimentar, sem nunca incorrer na burrice de exigir. Quando se exige, nos demonstramos inseguros. Somos completos!!!! Então pra quê ficar pedindo o que não nos podem dar completamente? A nossa natureza é falha. Nossa compleição ilude olhares e formulam conceitos distantes da forma como Deus nos vê. Afinal Deus não nos vê como vemos o outro. Deus sonda os corações, porque é de lá que nascem as intenções da vida!

Ninguém se atreve a perguntar como vai a minha vida porque as pessoas mal sabem como vão a sua. Eu me sinto ausente das sobriedades sobrepostas. Gosto das minhas tolices, dos segredos dos meus segredos, gosto daqueles segredos que algumas poucas pessoas sabem, gosto de imaginar um segredo sendo confessado, mas que, talvez, nunca será dito. Tenho medo. O medo é aliado quando queremos nos poupar de sentir dores. Mas vale um segredo de um amor guardado do que a desilusão da confissão do não vivido.

Regando sonhos possíveis, no entanto, imagináveis. Encontrar motivos para lutar diariamente, pacientemente, sem desistir. Não ter medo do NÃO, ignorando o grito silencioso dos incrédulos, dos maus juízes de caráter. Acreditar na coragem de tentar. Tentar mesmo pecando pelo excesso do que pela omissão. Amar completamente se conseguires o que tanto desejou o coração.

Debaixo do tapete das palavras, um segredo silenciosamente guardado.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O que é o Encontro de Jovens com Cristo?



Amigos e irmãos queridos através da fé em Cristo Jesus,

Já faz alguns anos que, em meio a uma análise racional e crítica sobre o Encontro de Jovens com Cristo, venho tentando compreender melhor aquela festividade da fé, da alegria e acima de tudo do AMOR. Confesso que, quando estou no EJC, me sinto como se estivesse já no natal. Afinal o clima de amor é transbordante, as pessoas são mais amenas, mais corteses, mais gentis, um carinho não lá muito comum no dia-dia, no cotidiano absurdo da aparência da fé.

O EJC é sem dúvida alguma, uma ferramenta extraordinária para apresentar Cristo aos jovens de hoje. Juventude corrompida, desligada, fria e rebelde. Juventude ligada no Orkut, MSN e baladas, juventude que, Cristo para uma parte é mais uma figura simbólica do que um salvador genuíno. O EJC é algo surpreendente porque mais parece o baile dos (des) mascarados. A gente se solta; mais até do que devíamos em alguns momentos (digo isso a mim mesmo!). Nós empunhamos a bandeira do Jesus que nos AMA incondicionalmente do jeito que somos ou como seremos dali para frente. Um Jesus que é companheiro, amigo, fiel, alegre e VIVO. As músicas cantadas, a alegria desprendida, a atenção doada, são por anos e anos incomparáveis. É bem aí que começa a minha inquietação.

O Jesus apresentado no EJC àqueles jovens é ou não é diferente do Jesus que vivemos no dia-dia? Já tive o desprazer de ouvir de um ex-encontrista: “Calvet me enganaram, vocês me mostraram uma coisa no encontro e aqui fora é totalmente diferente, to me sentindo enganado”. Amados, confesso a vocês que o chão faltou. Eu simplesmente disse a ele: - Olha, pode matar eu aqui que, fui um dos mensageiros, mas fique com a mensagem que ali foi dada, por favor! Foi a partir desse ponto que comecei a observar que algo poderia estar errado. Ou eu estar errado! Não vou condenar um rebanho por uma ovelha que anda mais doente do que sadia.

Passaram-se encontros e mais encontros e, percebi que o comprometimento com os jovens duram nada mais que os três dias de EJC. Alguns de meus convidados, convidados de pessoas próximas de mim, hoje estão aí no mundo e apenas lembram do EJC como um momento “legal pra caramba” nas suas vidas. E Jesus queridos? Aonde está depois do Domingo à noite, no final do EJC? A igreja, no meu rude e ignorante ponto de vista, deveria celebrar mais o pós-encontro. É nele, sem dúvida,que Jesus espera mais de nós, espera mais o transbordante amor que, no EJC surpreendeu e surpreende até nós mesmos.

Fica aqui uma ideia. Por que as mesmas equipes que formam o EJC, não se responsabilizam por algumas daquelas almas que estão ali? Por que a Bandinha, o lanchinho, o trânsito, a boa vontade, o sociodrama e todas as outras não se empenham em pregar a continuidade daquele Jesus tão quente no EJC? Como estará o nosso solo? Cheio de espinhos? Pedregoso, ou terra boa? Lembremos o que disse Jesus: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo! Pensemos nisso e agiremos. Claro, estou aberto às críticas.