Apenas creia.

"não deixe que seus pensamentos, suas palavras, nem as suas ações contradigam aquilo que Deus diz a respeito de você..."

quinta-feira, 30 de julho de 2009

sarney, o sensacionalismo ou o Brasil?


Estamos há dias ouvindo, vendo, lendo pelos principais meios de comunicação a guerra política deflagrada no Congresso Nacional. É uma guerra política que, o povo, infelizmente não tira nenhum proveito imediato dela. Nenhum.


A mídia é o fermento que leveda a massa dessa turma de incompetentes do Congresso. A mídia, na maioria das vezes, extremamente sensacionalista e marrom, pega um centro e tenta sempre fazer um cesto dele. Mas por quê? Os holofotes fazem brilhar os olhos daqueles que, querem o seu minuto, instante de fama diante da opinião pública, os fariseus congressistas empurram goela abaixo sua “índole perspicaz” e seu “caráter ilibado” por meio dos midiáticos meios de comunicação que, sejamos francos, adoram uma picuinha política.


Mas nós? O povo? Como ficamos? Não conseguimos enxergar um palmo além do nosso nariz. Contaminam-nos com esses novos vírus que vou chamá-los aqui de CFFR, Congressistas Fariseus e Falsos Republicanos. Vírus que têm período de incubação dado por nós, e duram em média árduos quatro anos. Essa briga partidária, onde as siglas digladiam, tenta mostrar ao público suas medidas de profilaxia, querendo nos fazer acreditar que o mal vai ser extirpado se o vírus principal for isolado, cassado, detido seu avanço.


Eu sou povo, você é povo. A briga político-partidária discute muito mais interesses próprios, individuais, interesses do conglomerado partidário do que interesses da coletividade, interesses do nosso bem social. A mídia nos deixa informada da patuscada congressista e eles nos deixam desassistidos de soluções diárias para os problemas que afligem nossa gente, nosso povo. Você já viu no congresso algum senador ou deputado instalando uma CPI por falta de medicamentos nos hospitais ou por um atendimento mais digno? Você já viu alguma briga acirrada no congresso em função das drogas estarem já instaladas nas escolas e consequentemente dentro de casa? Você já viu uma discussão vibrante no congresso a fim de que o salário mínimo fosse de fato mais justo? Para o sustento eficaz das necessidades básicas de cada um de nós? Mas você já viu discussão para aumentar os salários deles não já? Vultosos salários!!! Você já viu o Congresso levar algum Senador ou Deputado para o conselho de ética porque ele apresentou um projeto totalmente antiético como, por exemplo, verbas indenizatórias? Ah... Povo sofredor somos nós. Que não temos uma boa escola pública, que não temos hospitais, estradas de qualidade, moradia, onde o analfabetismo ainda existe acentuadamente, onde epidemias matam, onde as drogas matam, o tráfico impera, onde o pão falta e ainda sim um circo bem montado no centro do país não faz nada, absolutamente nada para mudar a realidade de nosso povo. A minha realidade a sua realidade.


Vamos dar um basta!!! Chega de CPI`S que acabam em Pizza, chega de conselhos de ética, de estética de dialética se nós, povo, não vemos os resultados disso chegar satisfatoriamente em nossas vidas. Chega de essa mídia mentirosa querer nos impingir heróis que denunciam e na realidade precisam ser denunciados pela cara de pau de não fazerem nada pelo povo que o elegeu. Chega dessa pouca vergonha, dessa picuinha, dessa briga de lavadeiras de beira de rio, pois a água suja o rio vai levar. Vamos dizer aos congressistas para arregaçarem as mangas das suas belas camisas e fazer valer cada centavo que eles ganham. Chega desses partidos políticos se pregarem como puritanos, donos da verdade, da ética, da impessoalidade. Que mentira!!! São farinhas do mesmo saco, são Saduceus, Fariseus que, querem crucificar um Cristo para encobrir sua sujeira, tirar o foco do lamaçal que as cinzentas nuvens de sua vida, escondem.


Esquecem que o poder é transitório, esquecem que eles são transitórios, mas o povo é essa raiz permanente que, sofre nas mãos desses covardes de paletó e gravata com as mazelas pútridas de sua mesquinhez e omissa atitude.


Sarney não é importante, o sensacionalismo não é importante, o importante pra você e pra mim somos nós, é a nação. Precisamos de um país melhor, precisamos viver melhor, mas para isso, todos nós temos uma missão: Tomamos partido, pelo que realmente nos interessa ou os Partidos sempre nos farão escravos dos seus interesses.
Pense nisso...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

PERCEBER


Ah se soubesses o que guarda meu silêncio por te ver ausente de tantas coisas que, querem ser suas. Se soubesses como falo aqui sozinho, imaginando tua presença forte por um dia, uma hora ou um minuto.

Ah se soubesses do quanto meus passos querem tatear os teus passos, fazê-los de uma coincidência provocada, a providência imprescindível. Se soubesses como aqui sozinho, tento criar surpresas simples para que os teus dias sejam um pouco mais dias cheios de vida, não somente uma vida cheia de dias.

Ah, se soubesses que, escrever aqui largado, fechado em mim, criando um mundo futuro e colocar você, me faz bem melhor pelo simples prazer de saber que existes. Se soubesses que não te desejo porque não a tenho. Acomodo esse impossível, entre o talento e a sorte para não sofrer as obliterações desses sonhos; desejosos sonhos.

Ah, se soubesses da alegria que percorre meu espírito e invade o vacilante coração solitário, mas ainda vívido. Se soubesses que, em meio ao coração e a ternura, não há razão alguma para temer, não enxergar, detrimir, sem ao menos deixar-se saber, se conhecer.

Ah, se soubesses do quanto és capaz de encantar com sua beleza infindável, fino trato, jeito moleque, sorriso largo, fácil, com essa mania de viver somente o hoje, sem querer presumir o amanhã, sem nenhuma saudade do ontem. Se soubesses que valer à pena é sempre mais que uma atitude inerente em querer descobrir-se além, sem receio de encontrar-se, identificar-se.

Ah, se soubesses que, depois de você minha vida poderia ser uma incoercível página rasgada, para transfigurar-se em folhas brancas, limpas, para receber uma única história, de um só amor, de uma só vida. Se soubesses que são para ti todas às 24 horas do meu dia que, tão subitamente recebo de Deus. Todas as horas do meu dia seriam para os teus dias todas as horas.

Ah, se soubesses que não é loucura encantar-se sem nem precisar conhecer. Que ao enamorar com o desconhecido, é fazer do novo, mesmo que por um momento, algo pra sua vida, tão necessário; fiz. Se soubesses que, não há dor, embora essa minha inútil necessidade de um ouvir quem sabe um SIM, seja combalida racionalmente por aquilo que me ensinará, mesmo recusando, um NÃO.

Ah, se soubesses como olhar para o cotidiano que, implica em impingir uma realidade abstrata, a quem da que deve ser vivida. Se aceitasse meu olhar terno, minha voz baixa, tartamudeando algumas palavras que precisam ainda ser ditas. Se soubesse o quanto a certeza dessa ausência do TER, afeta esta incrível capacidade de tentar ser soberano ao menos do teu reino. Ser o escolhido para ter a escolhida.

Ah, se soubesses do quanto tantas coisinhas podem acontecer se o coração se apaixona, vira refém, se entrega, se aceita inevitavelmente ridículo. Esse mistério quase sempre inacessível que, é apaixonar-se. Essa tola e ridícula auto-suficiência para não comprometer-se, não fragilizar-se. Se soubesse que eu não suplico apenas ouvir tua voz para saciar o paladar da minha. Pois o que descreve o primeiro beijo não é a sensação de beijar apenas, mas sim confessar que, a partir daquele momento haverá uma dependência minha.

Ah, se eu soubesse como me entregar a ti, tocando tua mão somente, e assim te fazendo presa por cativar tal cárcere. E num olhar você vem se derreter de carinhos, jogando fora todo medo da decepção, do “será”, do “talvez”. Assim apegando-se ao momento sempre desejado que seja um encontro (nosso encontro). Se eu soubesse como acordá-la nas madrugadas com lindas mensagens, pedidos afins, voz de sono, sorriso lento, depois deixando vim a cumplicidade roubada, equilíbrio perdido.

E assim, nesse “sem entender” te procuro, confesso, até desejo. Sou essa atitude sem segredos, sem mistérios, desentranhada por uma sensação viva, voraz e paciente. É um instinto de loucura para os loucos que pensam que gostar e querer são condicionados a tocar e ver. Isso se chama conseqüência.

Precisei descrever esse diálogo com o meu eu e esse fascínio sem absurdos que, é o meu querer. Falar da vontade escondida, de sonhos que, por si só são possíveis; mesmo que a tua vida não se permita viver, teu coração ouvir, se abrir e teus sentimentos, tão necessários aos meus; perceber.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

As afeições sem afeto...


Num momento de cultura secular, lendo uma reportagem da revista VEJA, me deparei com algo que fazia certo lapso de tempo que, me importunava, mas eu não sabia bem como agir diante e nem saber o que dizer. “Nos laços (fracos) da internet” as afeições vão se esvaindo como uma fumaça no ar... As afeições desse novo tempo, totalmente sem afeto.


Nosso país é de longe o país onde as pessoas mais se relacionam virtualmente, não há outro lugar interesse maior pelas amizades virtuais como aqui no Brasil. Essas redes sociais on-line estão cada vez mais povoadas e nós inversamente proporcionais, estamos sem dúvida, cada vez mais solitários. Afinal rede de amigos, não conseguirá nunca suprir as necessidades afetivas mais profundas dos indivíduos.


A superficialidade é “matéria orgânica” da internet. Parece algo intrínseco a essa comunidade global, ao mesmo tempo em que nos expomos, na verdade ninguém de fato está nos conhecendo no plano real. Publicamos-nos, falamos de nós, do que gostamos das nossas preferências, socializamos fotos, momentos, tudo como nas relações sociais de proximidade e troca devem ser; mas justamente falta o sal divido, falta o contato pessoal. Estamos preterindo o tato e preferindo saborear o paladar da impessoalidade que, esses relacionamentos virtuais insinuam.


As coisas nos parecem tão profundas, mas são ao mesmo tempo tão vazias. Sem perceber perdemos horas atualizando, espiando os passos das outras pessoas, vendo seus recados, respondendo-os, fazendo da nossa vida e da vida do outro uma novela preferida; se perdermos um capítulo, ficamos perdidos com a moral da história. Mas que vida sem moral que, nos escravizamos a ponto de nos esquecer de nós mesmos? Hoje é mais fácil falar o que o nosso “amigo virtual fez” do que dizer o que nós fizemos. Aposto que é!


Será se perdemos o prazer de termos um círculo de bons amigos? Não temos como manter um laço sincero de amizade com uma rede de mais de mil contatos. É impossível! Levantamentos de estudiosos nos dizem que, conseguimos ter no máximo cento e cinquenta amigos próximos, e não mais do que cinco “amigos do peito” que você pode contar sempre. Em qualquer momento. Claro que a internet promove a interação boa e agradável de amigos já existentes quando se frustram os contatos pela distância, mas não podemos crer que as relações harmoniosas salutares, aquelas que, sua vida e sua mente necessitam, possam ser feitas virtualmente. Como perceberemos a atitude e compreensão num olhar? Como receberemos a gratidão num abraço? Como nos confrontarmos com as manias e esquisitices que cada um de nós tem?


Vamos nos aproximar mais das pessoas, vamos fortalecer as relações já próximas, vamos criar uma rede de amigos onde poderemos encontrá-los sempre que possível, vamos brindar a vida com a alegria de sabermos que somos queridos, somos amados, que tem alguém que gosta de nossa companhia que divide problemas, nos confessam segredos e nos proporcionam uma insubstituível sensação de calor de presença e proximidade que, jamais poderá ser substituída pelo calor da tela e do teclado de nossos computadores.