Apenas creia.

"não deixe que seus pensamentos, suas palavras, nem as suas ações contradigam aquilo que Deus diz a respeito de você..."

domingo, 12 de dezembro de 2010

Tua dúvida.




















Como gosto do teu NÃO e do teu SIM.



Gosto tanto dessa sensação que me despertas de não ter... De se perder de se iludir...


Aceito por carinho a mentira da tua verdade e a falsidade verdadeira da tua mentira.


Adoro imaginar eu e você, entrelaçados, perdidos num beijo, num aconchego, na cumplicidade. Dividindo culpas, confessando erros e cada vez mais se envolvendo.


Como é bom sonhar que você é possível, é aqui, bem do lado. É o extremo dessa busca incessante, é o calor dessas horas frias de espera, de ausência e de tolice.


Que charme é esse que tens nos teus cabelos!? Teu porte, teu olhar indecifrável, tua cor, teu sorriso desinteressado, teu andar cativante, onde tua cintura eu posso medi-la aos olhos que, cabe pleno o toque das minhas mãos. Adoro o teu nada, que me faria largar tudo para viver com você este inconfesso desejo.


O que me dizes com o teu “é né!?”. Esse jeito sem qualquer jeito de querer comprometer-se.


Amo teu choro numa ligação inesperada, tuas promessas não cumpridas, tua certeza mais incerta que existe.


Busco esse teu sentimento sem sentir. Essa vontade que me despertas, mas que se faz de rogada para fingir não querer saber.


Reluto a fim de não imaginar sentir teu cheiro em cada pedacinho de você. Sentir o sabor da tua boca, teu tempero, tua vontade íntima.


Por que adoro tuas coisinhas assim? Porque um minuto além do que possa acontecer, é o bastante pra que a vida nos traga surpresas jamais imaginadas.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Entrelace



Você é um pouco daquilo que posso chamar de inimaginável.
Você é como um lugar de sonhos... Mas vagueia no impossível de se ter e chegar. É o pleonasmo dos adjetivos belos.
Chegar até você no entrelace dessas palavras é arriscar-se  ser cínico, ser ridículo como uma carta de amor. Mas alguém disse que as cartas de amor são ridículas, só não seriam ridículas  se não fossem cartas de amor.

É olhar uma foto sua e soltar a imaginação imponente que ninguém pode roubar de mim. Nem me proibir. Chegar até você, mesmo ainda não tendo chegado, é pedir licença à sua gentileza e tentar ser cortês mesmo sem tamanha cortesia. Querer chegar até você é ler isso aqui e não entender, achar "bonitinho e sorrir".

Talvez você seja sobejadamente acostumada com as redondilhas dos adjetivos. Por ser linda, um sorriso largo, um charme num cabelo único, uma mulher que consegue ser aos meus olhos perfeita, à minha mente indecifrável e impossível pra mim, ao toque das mãos. Meu Deus fui ridículo, como uma carta de amor. 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Sem demora

















Ela é uma mulher linda. Uma beleza que dispensa retoques, sem crises de espelho, uma beleza que não precisa ser confrontada. Ela é charmosa, elegante até a medula, de uma sinceridade no cheiro que... Ah! É algo inconfessável, irresistível.

Ela é pura, sabe cativar e se deixa ser cativada, se faz inocente para não perder o encanto e se faz libertina para ter o seu amado. É amável, amante, é amiga. É a ternura de um olhar, é a compreensão de um silencio. Ela se entrega sem medo, mas por medo ao mesmo tempo se acolhe no meu peito.

Ela se encaixa perfeita em minhas mãos, não me esconde suas fraquezas e assim sei os esmeros detalhes. É dela o lado da minha cama, ela consegue ser desengonçada e linda ao mesmo tempo. Ela é forte como uma leoa quando se sente ameaçada e frágil como uma pluma solta ao vento se recebe carinhos. É paixão, é tempero, é tesão, delírio sem perder a serenidade.

Ela é irrefutável, inexorável e ainda sim, implacavelmente doce. Ela desapieda-se caso for machucada. Ela chora comigo se eu chorar. Vibra comigo se eu vibrar por um motivo esmo, se finge ser flamengo só pra me ver sorrir.

Ela consegue amar a Deus a ponto de esquecer-se de si e nunca amar a si mesma a ponto de esquecer-se de Deus. Ela dança comigo sem presumir sensualidade, porém ajoelha-se arrependida se excedeu demais. É um furacão sem prenunciar tempestade, ela é a tentação do meu dia-dia.

Ela sabe do poder que exerce sobre mim, mas abre mão para se fazer submissa. Ela gosta quando a pego forte, quando é calada num beijo quente, quando saciada sem esperar. Ela adora meus bilhetes, meu humor, minhas piadas ridículas e se encanta com as minhas poesias e nem pergunta para quem foram feitas.

Ela adora as músicas que ouço. Seu olhar brilha com a mesma intensidade e alegria quando lhe convido para um belo jantar ou para um simples cachorro-quente num canto qualquer. Ela se importa comigo, se preocupa comigo, chora baixinho se está longe de mim e me enche de mensagens apaixonadas.

Ela se motiva mais do que eu mesmo com os meus planos, ela é a força que eu preciso, é um perfeito amor é quem eu tanto esperava e sonhei... É um lago transbordante. É tudo e o tudo ainda é muito pouco para defini-la.

Mas meu Deus que mulher é essa que não conheço? Essa mulher tão perfeita e linda. Senhor me traga, por favor, sem demora, pois meus olhos não viram ainda!


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Amar ou chorar? A escolha é sua.


Não é tão fácil esquecer um grande amor, uma ardente paixão. Principalmente quando de uma forma tão intrínseca, o ligamos à nossas vidas.

Quando perdemos, mesmo se perdemos o que nunca tivemos a sensação do não ter, do não viver, do não sentir é exatamente igual se essa relação fosse vivida. Olhamos em nossa volta, mas nada vemos. Ficamos cegos de tal forma que, a vida mais parece um castigo. A dor vira aliada indigesta.

Quanta bobagem!!! Diriam os nossos pais... Mas sofrer por amor é algo que não escolhe idade e não mede valentia. Não há coração tão duro que nunca tenha derramado uma lágrima por um instante de amor. Não existiria dor se não houvesse lágrimas, para que nos serviriam as lágrimas se não fossem derramadas por amor?

Chorar por quem se ama é parte da peça do teatro da nossa vida. Mas abdicar da vida para sofrer por amor e chorar como se o mundo estivesse caído na sua cabeça, isso aí é exagero. As lágrimas lembrem-se: Servem para lavar nossa alma entristecida, mas não servirá de caminho de volta para o “amor” que foi embora ou que nunca chegou.

Certas coisas não valem à pena. Uma delas é perder tempo chorando por alguém que não dá a mínima pra você. Siga em frente, olha em sua volta, levante a cabeça. Tem alguém que lhe quer infinitamente mais e, pode estar à sua espera. Acorde pra vida. Sorria com os amigos, ligue para uma pessoa que você acha que mereça a sua atenção, faça programas suaves, como: ir ao cinema no fim da tarde com alguém legal, tomar um café, a fim de colocar o papo em dia, andar a beira mar pra refletir sobre você com você. Não para se lastimar consigo mesmo achando que vai afogar a dor na praia. Nada disso!!

Saudade é bom. Ruim quando não é merecida. Amor é bom. Ruim quando não é correspondido. Chorar é bom. Ruim quando nossas lágrimas revelam nossas fraquezas. Aprendi que nada do que eu fizer para ter alguém vai ser suficiente se esse alguém não faz o mínimo para que se possa tê-la. Aprendi que, não adianta nada demonstração de carinho, de amor, de atenção, se o seu “amor” tudo que ele quer é estar bem longe de você. Senti isso na pele. E chorar não resolveu o meu problema.

Quando estamos assim, fragilizados, indefesos, criamos a ilusão de que tudo perdeu o sentido. Não é bem assim. Há um olhar querendo teu olhar, há um abraço ansioso pelo teu abraço, há uma boca com sede da tua boca, há um silêncio esperando você para te ouvir. Só precisamos enxergar que o que merece de nós o nosso melhor é exatamente quem está do outro lado com o melhor de si para doar a você. Está na hora de buscar. De ir ao encontro, chega de sofrer. Se não quer? Não vale insistir.

Temos sempre uma escolha a ser feita. A vida não decidirá por nós. Temos coisas grandiosas bem maiores do que já foram vividas, tenha certeza disso. Não importa se foram cinco, seis, dez anos ou apenas algumas horas com um grande “amor” ao seu lado... Saiba que o melhor ainda estar por vir. Acredite nisso.

Sempre busque ver que desperdício não é aquilo que você acha que fez e não foi reconhecido. Um pouco de atenção pode lhe fazer a pessoa mais feliz desse mundo. Zelo, carinho, respeito, amor, são coisas que não encontramos nas vitrines como artigo de luxo, como se fosse fácil tê-los. Amar é uma atitude que reflete sabedoria pela escolha certa, não pelo que foi perdido. Nunca esqueça que sofrimento é opcional, pode ser evitado. E amar, também é esquecer para não sofrer por não ser correspondido.

Afinal, “o choro pode até durar uma noite, mas alegria chega de manhã.” (salmos 30:5)



quinta-feira, 9 de setembro de 2010

a mulher ideal




A mulher ideal não precisa afirmar-se todos os dias. Basta apenas exigir de preferência, todas as manhãs, a essência da mulher que há em si.

A mulher ideal é determinada, é cativante, educada e ainda sim docemente dura. A mulher ideal não perde tempo com “achismos”. Ela pensa e age ao mesmo tempo. Ela não sucumbe à dúvida, nem se apodera de certezas inúteis e não se acovarda ao apelo da vaidade.

A mulher ideal sabe ser pura e ainda sim provocante. Sabe discutir e distinguir intenções. A mulher ideal jamais vacila diante de uma cantada fajuta e, educadamente sai-se muito bem dela. Ela não ignora, apenas demonstra-se de um posicionamento decidido.

A mulher ideal é sensível. Adora uma boa conversa, happy hour, reclama do namorado ou do marido pras amigas, mas não pretere o seu amado. A mulher ideal exige fidelidade e se comporta como a fidelidade em pessoa. Não cala quando necessita explicar, não deixa pra depois o que tem que ser resolvido agora. Não guarda na bolsa que, cabe tudo, o rancor de uma briga sem sentido.

A mulher ideal é boa mãe, boa amiga, boa namorada, boa esposa. Procura fingir-se submissa ao menos para manter-se na posição de aliada, ajudadora, companheira. Ou mesmo sem precisar fingir, se faz submissa para não perder o encanto que se revela numa mulher compreensível.

A mulher ideal adora ir ao cinema, ama poesias, se encanta com letra de músicas, lembra do amado quando ouve a canção preferida. A sua ou a dele. A mulher ideal não joga fora os bilhetinhos, não se desfaz do amor quando bate à porta, sabe reconhecer a grandeza das atitudes que falam bem mais que as palavras.

A mulher ideal não abre mão de ser conquistada. Ela se permite conhecer, faz da gentileza de um encontro a dois, a razão pra valer à pena, para se deixar, se soltar, ser ouvida e ouvir. A mulher ideal não se faz esnobe, tem como um charme a doçura da delicadeza em trocar mensagens, como se o charme da perfeição da pele, do cabelo, do sorriso, do olhar fossem menos importantes.

A mulher ideal quer crescer, quer ser feliz. Não busca um grande amor, pois é isso que ela quer ser. A mulher ideal sabe cativar e se deixa ser cativada, divide problemas, confessa fraquezas, reparte alegrias. Ela sabe fazer de cada hora como se fosse um minuto e transforma a atenção dada em um minuto como se fosse toda uma atenção por uma hora. A mulher ideal é tudo, como se tudo que fosse ainda não fosse absolutamente nada.

A mulher ideal sonha junto contigo, nos faz sentir cuidado, nos faz refém de um bem que exala em cada gesto. A mulher ideal é um segredo que será contado, é um amor sendo declarado, é o carinho, é o amor sempre nascente. A mulher ideal traz em si o prazer de ser linda e nem por isso se envaidece com a sensação de ser única.

A mulher ideal é aquela que nos deixa sem palavras sem precisar dizer nada. É a saudade estampada, é quem se apaixona com um simples gesto de cavalheirismo ou sabe bem o que dizem as flores, todas elas. A mulher ideal é a que completa o tão sonhado amor... Amor pra toda vida e a vida toda.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

No pensamento

Você chegou tão de repente, tão bonita, numa simplicidade, num jeito sem que fizesse o menor jeito pra chamar minha atenção. De repente, você me foi apresentada e ali, te olhando nos olhos, segurando a tua mão, a despretensão da solidão de uma noite sem sentido, a partir daquele instante fez-se festa dentro de mim numa contida alegria.

Numa noite onde se sai à rua, sem a lógica de um lugar certo, desarmado de qualquer intenção. Sai de casa, liga pros amigos procurando apenas distração, mas o que parecia mais uma noite comum, com apenas alguns truques para enganar a solidão, você chega. Como uma mágica de um sonho e pura fantasia, me abre os olhos e me fez perceber que, nem mesmo a pior solidão é mais forte do que aquele “friozinho” na barriga que senti quando meus olhos te viram pela primeira vez.

Mas a gente fica meio recrudescido com o tempo e pensei que fosse apenas uma coisa de momento, daquelas coisas que acontecem quando a gente tá sentindo falta de um amor pra sonhar, de um carinho à flor da pele, com saudade dos desejos que sufocam a solidão. Mas você veio tão perfeita, tão linda, com um olhar que não pude me conter e, a partir daquele instante, me senti de volta à vida.

Você ali tão perto me deixou à vontade sem perceber. Aproveitei pra ver o espetáculo do teu jeito, teu perfume, tua alegria, o charme de uma mulher tão ausente de mim e ao mesmo tempo intensamente presente nos detalhes daquele momento inesquecível. Esqueci da solidão num primeiro abraço quando lhe tirei para dançar e eu queria não acreditar para dominar o sentimento que eu já não podia mais conter e aquela coisa mágica, que não sei qual nome ainda dizer, inundou quando vi que ali tão perto de mim era você.

Mas você ali ficou completamente solta e não deu pra perceber que o tempo pra mim parou. Você tomou conta de cada espaço sem precisar fazer nada. No entanto, presa e ainda envolvida pelos segredos que gritavam dentro de você quando cada canção tocava e te tocava, eu me satisfazia por te sentir ali perto, ao alcance das mãos e dos meus olhos.

Tudo se transformou em apenas uma noite e a lembrança daquela noite sobrevive. Mas você não foi pra mim apenas uma noite que acabou quando amanheceu. Você não foi somente o encanto de um sorriso daqueles que não dá mais pra esquecer, você não foi apenas aquela que chegou e tomou conta do meu coração; você é daquelas coisas que quando vem, faz de uma noite tão simples a noite mais linda que já vivi, e, nela... Estava você.

domingo, 4 de julho de 2010

A importância de Deus em nossas vidas.




Refletindo sobre esse tema, me veio à mente a passagem dos dez leprosos a qual relata o Dr. Lucas em seu capítulo 17, versos de 11 a 19. Se você ler esta passagem, certamente vai se perguntar onde está realmente a importância de Deus nas nossas vidas. Afinal nesta passagem, Jesus observa a Lei quando pede aos leprosos depois de curados que vão mostrar aos sacerdotes. Veja Lv 13: 45 e 46 e Lv. 14: 1 – 32. Mas vamos desnudar nossos olhos por ela:




A lepra era uma doença que exigia um exame detalhado dos sacerdotes. Eram eles quem diziam se alguém estava com lepra ou não. A vergonha e humilhação eram sem precedentes. Os leprosos tinham que andar com as vestes rasgadas, cabelos soltos e gritando vexatoriamente dizendo que eram imundos! Sem dúvida, a lepra era o pior escárnio que uma doença poderia causar no homem.



Aqueles homens já sabiam o que Jesus andava fazendo pelas redondezas: Curando, sarando, purificando, eram milagres de toda sorte. Certamente aquele era o único momento em que eles estariam com Jesus; mesmo que de longe. Não perderam tempo. Era o momento mais importante da vida deles: O mestre estava ao alcance. Gritaram, invocaram enquanto Ele estava perto. (Is 55:6). Imagino os gritos de dez leprosos, vendo à porta a chance de serem verdadeiramente curados. Dizendo: Mestre, compadece-te de nós!



Jesus, na essência de sua compaixão e amor, pelo esplendor da sua presença, apenas diz: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. A simples presença de Jesus é suficiente para extirpar a mais terrível das doenças daquela época, já que não houve nenhuma palavra de cura liberada, mas a bíblia diz que, “indo eles ficaram limpos.”


No meio dos dez havia um que, embora carregando uma lástima no corpo das mais imundas, mostrou-se de uma alma pura e grata. Quando viu que tinha sido curado, voltou-se ao Senhor, o glorificou, prostrou-se aos seus pés agradecendo-lhe impiedosamente. Que reconhecimento da importância de Deus em sua vida! Jesus vendo que somente aquele estrangeiro, pois era Samaritano, demonstrando quão importante foi o Senhor na sua vida, lhe deu algo muito maior e eterno, a salvação. Doravante diz a palavra: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou.


Quando nos deparamos com as mais difíceis e impossíveis situações da vida, queremos nos agarrar a uma oportunidade que venha resolver de uma vez por todas o nosso problema. Foi isso que fizeram esses dez leprosos. Eles viram a importância que Jesus teria em suas vidas naquele momento. Não hesitaram em buscar, em clamar. Devo crer que Jesus já sabia sim as reações de cada um depois que fossem curados, o mestre é onisciente! Mas posso admitir que Jesus percebeu que Ele era tudo que restava àqueles leprosos condenados, sem dúvida a coisa mais importante de suas vidas, nem que por um momento.


O reconhecimento de que Deus é a coisa mais importante de nossas vidas, nos faz enxergar que nEle habita todo poder, toda plenitude do divino, toda graça. Graça imerecida. Aqueles leprosos viram em Jesus o momento ímpar, aquele dia foi para eles o dia “D”. Reconheceram que estava bem ali a mais importante das importantes circunstâncias de suas vidas: A presença do Deus vivo.




A importância de Deus em nossas vidas tem que ser contínua. É a nossa permissividade que a faz ser. Dar a Deus em nós a devida importância nos faz de impuros a purificados, do injusto ao justificado, do perdido ao santificado, do predestinado ao chamado.



Tal importância é capaz de não apenas nos curar daquilo que parece incurável, perdoar aquilo que parece imperdoável, mas também de nos dar algo infinitamente maior quando a importância de Deus em nossas vidas é revelada pela submissão a Ele. Assim como fez o único leproso depois de curado: voltou-se e prostrou-se, submetendo-se à gratidão.


Que a importância de Deus em nós nos dê uma fé capaz de nos salvar!


Colaboração: tayana Aquino

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Debaixo do tapete



Por que somos tão cúmplices das coisas mais absurdas? Somos tão frágeis, tão ridículos que achamos tão desnecessários carinho e humor ao mesmo tempo. “Caçador de mim,” rebuscando explicação em vez menosprezar os conceitos preconceituosos ao meu ou ao nosso respeito.

Hoje, como talvez, amanha, será um dia em que duvidaremos da solidão ao mesmo tempo em que, brigaremos por ela existir. Se estivermos sozinhos, reclamamos; se estivermos grudados, sentimos uma esquisita invasão de privacidade. Vai entender a nossa cabeça!!! Mas pra ser sincero, acho que nunca nos conformamos com aquilo que pensamos que nos conforta. Vejo-nos como a porta entreaberta. A penumbra da meia luz, o charme estéril do “ser diferente”...

Assim como o amor, o silêncio é impermeável. Puros, singelos e fortes. Ambos se explicam sem uma palavra apenas. Ambos com poder discricionário. O amor é o seguro da convicção, o silêncio a convicção de estar seguro. O amor exprime; o silêncio comprime. Não me permitiria amar sem que me permitisse ouvir o silêncio da verdade que há no amor. Em tempo, não se silencia porque quer, mas se ama em silêncio, se quer alguém em silêncio, como quero agora!!!

O risco da cumplicidade gera o ônus da liberdade. Livre para pensar, sonhar, errar, sorver, alimentar, sem nunca incorrer na burrice de exigir. Quando se exige, nos demonstramos inseguros. Somos completos!!!! Então pra quê ficar pedindo o que não nos podem dar completamente? A nossa natureza é falha. Nossa compleição ilude olhares e formulam conceitos distantes da forma como Deus nos vê. Afinal Deus não nos vê como vemos o outro. Deus sonda os corações, porque é de lá que nascem as intenções da vida!

Ninguém se atreve a perguntar como vai a minha vida porque as pessoas mal sabem como vão a sua. Eu me sinto ausente das sobriedades sobrepostas. Gosto das minhas tolices, dos segredos dos meus segredos, gosto daqueles segredos que algumas poucas pessoas sabem, gosto de imaginar um segredo sendo confessado, mas que, talvez, nunca será dito. Tenho medo. O medo é aliado quando queremos nos poupar de sentir dores. Mas vale um segredo de um amor guardado do que a desilusão da confissão do não vivido.

Regando sonhos possíveis, no entanto, imagináveis. Encontrar motivos para lutar diariamente, pacientemente, sem desistir. Não ter medo do NÃO, ignorando o grito silencioso dos incrédulos, dos maus juízes de caráter. Acreditar na coragem de tentar. Tentar mesmo pecando pelo excesso do que pela omissão. Amar completamente se conseguires o que tanto desejou o coração.

Debaixo do tapete das palavras, um segredo silenciosamente guardado.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O que é o Encontro de Jovens com Cristo?



Amigos e irmãos queridos através da fé em Cristo Jesus,

Já faz alguns anos que, em meio a uma análise racional e crítica sobre o Encontro de Jovens com Cristo, venho tentando compreender melhor aquela festividade da fé, da alegria e acima de tudo do AMOR. Confesso que, quando estou no EJC, me sinto como se estivesse já no natal. Afinal o clima de amor é transbordante, as pessoas são mais amenas, mais corteses, mais gentis, um carinho não lá muito comum no dia-dia, no cotidiano absurdo da aparência da fé.

O EJC é sem dúvida alguma, uma ferramenta extraordinária para apresentar Cristo aos jovens de hoje. Juventude corrompida, desligada, fria e rebelde. Juventude ligada no Orkut, MSN e baladas, juventude que, Cristo para uma parte é mais uma figura simbólica do que um salvador genuíno. O EJC é algo surpreendente porque mais parece o baile dos (des) mascarados. A gente se solta; mais até do que devíamos em alguns momentos (digo isso a mim mesmo!). Nós empunhamos a bandeira do Jesus que nos AMA incondicionalmente do jeito que somos ou como seremos dali para frente. Um Jesus que é companheiro, amigo, fiel, alegre e VIVO. As músicas cantadas, a alegria desprendida, a atenção doada, são por anos e anos incomparáveis. É bem aí que começa a minha inquietação.

O Jesus apresentado no EJC àqueles jovens é ou não é diferente do Jesus que vivemos no dia-dia? Já tive o desprazer de ouvir de um ex-encontrista: “Calvet me enganaram, vocês me mostraram uma coisa no encontro e aqui fora é totalmente diferente, to me sentindo enganado”. Amados, confesso a vocês que o chão faltou. Eu simplesmente disse a ele: - Olha, pode matar eu aqui que, fui um dos mensageiros, mas fique com a mensagem que ali foi dada, por favor! Foi a partir desse ponto que comecei a observar que algo poderia estar errado. Ou eu estar errado! Não vou condenar um rebanho por uma ovelha que anda mais doente do que sadia.

Passaram-se encontros e mais encontros e, percebi que o comprometimento com os jovens duram nada mais que os três dias de EJC. Alguns de meus convidados, convidados de pessoas próximas de mim, hoje estão aí no mundo e apenas lembram do EJC como um momento “legal pra caramba” nas suas vidas. E Jesus queridos? Aonde está depois do Domingo à noite, no final do EJC? A igreja, no meu rude e ignorante ponto de vista, deveria celebrar mais o pós-encontro. É nele, sem dúvida,que Jesus espera mais de nós, espera mais o transbordante amor que, no EJC surpreendeu e surpreende até nós mesmos.

Fica aqui uma ideia. Por que as mesmas equipes que formam o EJC, não se responsabilizam por algumas daquelas almas que estão ali? Por que a Bandinha, o lanchinho, o trânsito, a boa vontade, o sociodrama e todas as outras não se empenham em pregar a continuidade daquele Jesus tão quente no EJC? Como estará o nosso solo? Cheio de espinhos? Pedregoso, ou terra boa? Lembremos o que disse Jesus: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo! Pensemos nisso e agiremos. Claro, estou aberto às críticas.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Entardecer










Queria roubar você... Roubar teus sentidos...
Tua sensibilidade misturar à minha...
Queria num entardecer clarear minha vida num sorriso teu... No sentir da tua respiração, na contrição das tuas mãos frias sinalizando felizes e indecisas...
Queria colar do teu lado, ser teu segredo. Teu carinho, teu momento esperado.
Queria poder ouvir tua voz, decifrar teu tom ou deliciar-me no falsete das notas preferidas...
Queria tanto confessar bobagens, confessar o inconfessável, receber teu não e teu sim, ou simplesmente um "espera", "tem calma".
Queria saber mais da tua verdade, do que falta, do que resiste, do que detestas...
Queria tanto mais viver uma parte da vida só pra fazer dela teu instante pra dois. (nós dois).
Eu queria querer sem temer, sem perder, sem querer e não poder ter.
Eu queria tudo e agora não sei se tudo isso só posso ou não com você.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Presciência


Gosto dos meus segredos, minhas manias discretas e minhas idiotices responsáveis.
Não gosto do gosto que me provoca a ira insaciável da solidão mesquinha.
Absurda inquietação. Horas de pensamentos doloridos e ao mesmo tempo pensamentos vazios e tão cheios de incertezas.
Incertezas que me traziam uma única certeza: Que eu não tinha certeza nenhuma o porquê de tudo aquilo.
As revoltas me enrolam. Minhas revoltas. Revoltas bobas que, incluem mãos perdidas nas ilusões da mulher que ainda não veio.
E fico assim. Meio que sem fazer nada, sento num canto qualquer, falo com o papel, com a caneta e desabafo com eles.... Cada palavra, cada letra, é no fundo cada lágrima de dor sentida. E jamais confessada.
Vou aonde nem penso em chegar. Explodo dentro de mim, encubro-me com um fino e satisfeito suor de esperança.
Ninguém precisa entender o que eu nada tenho mesmo pra dizer. Ninguém precisa fingir que adora minhas “coisas que escrevo”. Afinal tratar minhas linhas mal traçadas de tamanhos desabafos de “coisas que escrevo”, é me bofetear com cinismo.
Não ligo pra nada. Não preciso de mim pra ser alguém que alguém quer que eu seja. Consigo ser apenas um segundo de cada quinze segundos necessários pra mudar a vida, mudar o mundo em minha volta.
Hoje eu daria qualquer coisa de qualquer coisa de mim para saber uma única coisa que eu preciso.
Tenho pagado um preço por amar demais. Amar sem saber se do outro lado da ponte há alguém precisando ou renegando um amor simples, puro e recheado de verdades. As minhas verdades. Tem uma vida solta por aí que não tá nem aí para o que sinto. Exageros, desculpas, uma faina diária para convencer o que se comporta convicto. Perda de tempo.
“ The love reinvents itself, not even the weather can stop it" É assim que sou capaz de viver a partir de agora: Reinventando o amor.

Insensatez


Insensatez

Andei pensando quanta gente anda sofrendo,
Alguém querendo um pequeno lar pra se encostar.
Via ao fundo as tristezas de um dia. Que alegria?
Se não tem onde morar.
Essa miséria de um povo amedrontado
Sem sentido não tendo ninguém para lhe escutar.
Esse governo que é um tanto acovardado
Vendo o povo humilhado que vive aí sempre a esperar.
Aonde vai essa frieza irritante?
Que congela um coração só de sonhar.
Vendo toda essa miséria humilhante,
Situação difícil que da vontade de chorar.


*Texto feito em 17.out.1996 confere com original, na época este foi meu octogésimo texto com uma mensagem crítica.