Apenas creia.

"não deixe que seus pensamentos, suas palavras, nem as suas ações contradigam aquilo que Deus diz a respeito de você..."

quarta-feira, 8 de março de 2017

O segredo da dor



Há algo de silêncio no oculto. Ou em
oculto. Todas as vezes que te vi assim tão triste, todas as vezes a tua dor era silenciosa.

Teus gritos apenas o teu coração ouve. Dores, solidão e silêncio são curvas rasgadas, feitas na caminhada retilínea que trazia ao chão os teus próprios passos.

A injustiça é se há injustiça. Sepultamento de reputações.  O mundo ardil. Difícil e atroz fez um inesperado capítulo de tua história. Vais agora a caminho da liberdade simples, que a verdade implacável e sábia, traduzirá sua serenidade e amor aos princípios absorvidos tão ainda juvenil.

A dor. Uma culpa de boa-fé. E esta fé tão boa, pode aniquilar aquilo que em ti, na tua estrutura interior, deve ser corrigido. Onde a certeza descansa no poder que a fé, esta viga invisível, sustentará para sempre uma mudança.

Oh Deus, traz um sorriso tão ingênuo e puro como de uma criança. Mas se ainda não revelaste teus mistérios e prolongarás a sua dor, que com ela venha de ti a promessa que, as tempestades trazem sempre tempos novos e bons depois.



quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Enfim...

















Enfim...


A voz silente. Ouvida e refletida e compreendida agora me levou a entender. O que aquela voz quis falar, me colocou numa busca de tamanha inquietude. Eu precisava ver, perceber o que, no fundo nem era preciso assim. Apenas olhar. O olhar falaria.

Quando se tem muito a perder, o risco é temido a ponto de jamais ser confrontado. O enfrentamento das perdas e dos riscos só valem quando o ganhar é aquilo que se precisa perder. Meu risco é alívio. E qualquer que seja a razão do amanhã, o hoje pra mim valeu muito à pena. Coragem pra recomeçar ou continuar acreditando no que nunca foi crido.

Qualquer que seja a hora. O dia de amanhã será mais dolorido pra mim. Mas ó Deus que sonda os corações, vagueia devagarzinho no meu e vem ser meu equilíbrio. Vem Deus ser meu olhar de futuro. Minha visão do que eu realmente precisar ter e viver. Queria que hoje fosse meu passado e lá você estivesse e lá no começo do começo uma ponte pra nós dois.

Qual porta precisa ser aberta? Há uma janela que, as cortinas devem ser trocadas.  Uma chave precisa ser entregue e mudar. Sair. Deixando apenas as heranças do Senhor como laço perpétuo. Apenas isso. O respeito. E a certeza de que novos caminhos precisam ser caminhados.

Mais quieto e mergulhado no meu silencio, assento-me. Sofrer é cotidiano. Suportar tem prazo de validade. Mas como tudo pode acontecer. Acontece. A noite parece longa e, de repente, alguma coisa lá no fundo, despretensiosamente chega e vem pra ficar.

Arruma a casa, organiza as coisas, joga fora tudo da gaveta, esvazia. Limpa  aonde o tempo seco deixou tudo tão empoeirado. Recomece. Tente outra vez. Faça jus ao tempo que antecede a eternidade, chamado vida, ser viva.

É preciso ter paz. Paciência. Perseverança. Não há outro jeito se quiser recostar no meu peito.

             Os dias serão os mesmos.  Não posso sozinho. Do meu lado, o lado vazio cabe aquela porção de tudo que pode ser completo. É um Mar... lá onde quer viver de hoje em diante o meu destino. Afinal vem encher. Vem aqui

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Eu te amo.












 

Eu te amo



Eu te amo não por uma simples necessidade de amar e de querer.

Te amo porque esse amor que eu sinto nem eu mesmo sei explicar.

Eu te amo entre as veredas do meu dia, das minhas horas e de todos os meus instantes.

Te amo pela essência solar do que é amor em sua natureza pura.

Te amo por precisar viver. Te amo por aceitar a realidade constante das tuas mudanças.

Te amo pelo sorriso desmotivado, pelo cheiro sem jeito ainda que você me dá.

Te amo por ser cruel com meu egoísmo. E acabo de vez com minha solidão esquisita.

Te amo aqui, ali, te amo ontem, hoje e te amo lá na eternidade ou lá na minha velhice e você ainda estará com toda juventude.

Te amo sem pressa de provar. O amor que eu sinto você irá, cada dia que se passar, senti-lo sem eu ter o absurdo de prová-lo.

Te amo no choro, no sono, no dengo, no cuidado, na febre. Te amo por testemunhar  seus primeiros passos em minha direção.

Te amo pela promessa que fiz à vida. Que quando você chegasse, qualquer atitude minha seria mais por amor que por convicção.

Te amo no primeiro ano juntos. Por essa caminhada que nos espera. Te amo pela condição que o destino cravou em mim.

Te amo por ser pra você não apenas o seu primeiro amigo. Te amo porque me dedicarei a ser seu grande confidente fiel. Seu amor sem pátria. Sua pátria de compreensão.

Te amo na magnitude de gestos bobos.  Te amo numa descoberta constante, difusa e cada dia mais envolvente.

Te amo porque você é o reparo útil de minha rebeldia. Eu serei pra você o lugar-seguro de sua rebeldia que um dia vai me pegar de surpresa.

Te amo porque me ensinas. Faz-me melhor. Te amo porque o teu silencio hoje se transformará em um grande palco de "por quês".

Te amo. E quando puderes ler este amor aqui escrito, ele estará diferente. Bem maior e infinito.

Te amo assim bem no início da frase porque soa melhor... Se no futuro corrigires o meu erro de português, desculpe seu pai, filha. Mas mesmo assim...

Amo-te.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Cada um...










A casa, casar-se, uma vida.
Meu sonho, um ministério
Um cuidado, uma lição.
Um prazer, uma dor, uma oração.
Uma casa, um lar.
Um encanto e, de repente, desamor
Um fascínio, um certo calor.
Um sentido, faz sentido
Um sentimento, sentir, ouvir.
Um coração, uma canção.
Um momento, uma interrogação.
Um tempo, uma vida
Uma lição, despedida.
Um som, em silêncio.
Um tom; sorriso.
Uma dança, um charme.
Um figurino. Um paladar.
A onda, alma, o mar.
Um caderno, recado,
Um alerta, a palavra.
A regra, uma exceção.
Juízo; emoção.
A espera, a incerteza.
Ilusão, o impossível,
Um acaso, providência.
Uma estrada, um rio.

Uma tempestade, medo, paciência.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Espero um dia.










Foi por acaso. Sentou-se, acomodou-se e eu não vi.

Foi de repente, ali na minha frente, me causou um espanto. Apressada, minha inquietação serenou.

E na calma da noite, uma chuva fina, a atenção dividida e, a palavra abençoada refletia e me dava uma reflexão de dúvidas. Em meio às discussões, uma colocação me prende e me traz de volta pelos ecos da sua mente privilegiada.

Minha lucidez e carinho se renderam ao charme do desconhecido. Sua cor, seu charme, sua elegância de gestos. Meu erro. O meu pensamento saiu de mim e foi embora pra um lugar em que caberíamos nós dois.

Não me detive e na pressa dos meus passos busquei sua presença. De alguma forma queria perceber que poderias estar ao alcance dos olhos... Ou das mãos. Fiz pouco caso com o que é permitido e invadi certas privacidades de um objeto pessoal alheio.

Descubro suas pistas e apareço numa mensagem instantânea. Chego como quem chega sem hora marcada. Indesejado talvez, mas quem sabe causando uma surpresa fria. Ou friamente recebido por ser totalmente desconhecido. Sua educação e bom humor me salvaram.

Passam-se os dias e nas idas e vindas (sozinho) aos lugares mais distantes; convido e me pego dia após dia pensando... Lembrando, querendo, imaginando um lugar que a tire do seu “lugar-equilibrio.”

“ouço” as mais sinceras das verdades. Sou posto ao lugar-comum que não posso fugir de quem me compromete. Ou comprometo. Compromisso. Sou jogado de frente com a realidade que eu busco fugir. Admito. Deparo-me com “como eu queria q realmente eu fosse isso pra um alguém L 

A busca implacável esbarra na realidade dura. Quem busco quer ser encontrada. Mas quer encontrar-se num sonho de um reencontro.

Trocaria um ano inteiro de sorvete grátis!!!! Mas eu não tenho o valor devido para dar em troca.  Fica assim a doce lembrança no lugar do doce desejo.

Espero um dia...



segunda-feira, 9 de julho de 2012


















No pensamento...

Só me resta imaginar um lugar distante, um mundo distante, um momento de nós dois. Essa coisa perfeita dos primeiros olhares, do sorriso indefeso, mas receoso, essa coisa minha da busca implacável sem conseguir provocar uma ternura de gestos capaz de arrancar um quê de loucura. Na falta do abraço, na ausência dos motivos a presença da vontade.

Só me restam as incertezas das decisões tomadas por puro medo de arriscar-se de comprometer-se. As cumplicidades de minhas próprias tolices. A ilusão fria e sem sentido de que o imaginável é por si só possível. O espaço sem lugar comum pra nós dois.

Apenas a doce rebeldia do meu querer a qualquer custo. Ou sem custo nenhum porque não terá o que custar. Sobra minha incapacidade de convencer o que já está convicto. De absorver a cruel negação do que sinto. Sobra a incoerência da perda sem ter o que perder, da saudade inexplicável do que eu nunca tive.

Sobraram as cartas que precisariam ser escritas, os bilhetes. Um jantar à mesa com um lugar vazio. As histórias nunca contadas, os momentos nunca divididos, as confissões nunca confessadas...Apenas os desejos, o tempo chamado hoje que, nunca se transformará no nosso amanhã.

E porque me culpo, aceito os  motivos. São latentes as circunstancias, mas não negadas. Não condiciono meu querer nos defeitos que ainda não foram sobrepostos. É como gostar até um limite, amar até um limite, ir até um limite, para que depois, de repente, não sofra. O meu limite é um lugar onde o infinito é a única coisa que cabe.

Resta meu pensamento. O lugar onde te vejo abrir mão do não. No meu pensamento tenho teu sorriso à hora que quero, tenho teu abraço, tenho você como posso ter o ar que eu respiro. Aqui te faço soberana de um sentimento que existe, tão forte embora imperfeito, mas que está preso e vive às duras penas, sem admitir, em meu pensamento.