Apenas creia.

"não deixe que seus pensamentos, suas palavras, nem as suas ações contradigam aquilo que Deus diz a respeito de você..."

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

sozinho


Sozinho

Estou só sem ninguém mais para cuidar de mim e me ouvir.
Se foi a incerteza de viver o obscuro sentir do querer-te. Trouxe-me face a face a essa dor, o desencontro total do nosso amor esbarra no meu perplexo sentir.
Quando partiu me deixando com alguém que pouco conheceu e muito confiou. Acreditando cuidar por causa da dor, uma dor que pudera sente. Mas tudo sumiu, mas você se faz presente parecendo ainda dar-me todo amor, mas em quem acreditou me confundiu e sufocou.
Quem comigo estar não sabe compartilhar a agonia e o eufórico sofrimento. Eu passo, e ainda passa desapercebida essa tristeza fúnebre sem medida que, provoca meu choro sem lágrima caída, se fazendo a todo momento. Eu reconhecendo e agora querendo todo teu amor.
Já tão distante do homem vencedor iludido pela íntima beleza que comigo estava, uma pura ilusão do carinho que me dava; atitudes nunca vistas naquele amor. Suas lembranças foram para mim o que sobrou, um exemplo firme de uma coragem e assim quero cumprir o que de mim esperou.
Não vai existir algo ou alguém para fazer como me fizeste tanto bem. Todos contrários, não existe pureza, ninguém me ama com tanta delicadeza e só agora sinto falta do teu amor que pensei em outra pessoa encontrar. Mas não há aquele amor sofredor.
E se muitos estão sorrindo, não importa eu choro. Pois no lugar onde moro só me traz você felizmente. Que foi o maior exemplo de viver, minha saudade do nunca mais amor, do sentir-se eternamente descontente.

·
Texto escrito em 28.dez.1996. Confere com o original.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Estranha coisa. Que vida!


Alguns amigos me intimaram a escrever... Uns falaram que não tinham mais recebidos meus e-mails convidativos para verem o blog, outros, certamente por pura gentileza, coisa de amigo mesmo, disseram para eu escrever qualquer coisa... quando vi isso. Um apelo de qualquer coisa...fiquei pensando.... pensando.... pensando... e....

Estranha coisa. Que vida!

A vida tem qualquer coisa de estranho.
Irresoluta, irresponsável, imprestável, inconsequente.
A vida tem qualquer coisa estranha de:
Destempero, desespero, desgraça, discórdia, fúria.
A vida tem qualquer coisa muito estranha que,
Entranha, arranha, fere, mata, sucumbe.
A vida tem qualquer coisa de ridículo.
A fome, a dor, a saudade o amor...
Ridícula coisa chamada vida, estranha e é qualquer coisa menos vida.
A vida tem qualquer coisa de perfeito.
A dúvida, as horas, o ar, os dias...
A vida tem alguma coisa de qualquer coisa linda...
Imaginar a vida sem o ridículo amor, sem uma saudade ridícula,
É qualquer coisa menos qualquer coisa chamada Vida, com V maiúsculo.
A Vida, é Inteira, é Plena é Vitória. SobreViver a tanta coisa que a Vida, às vezes, é, é derrotar um gigante e cada vez mais diminuir-se para crescer.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

descaminhos


A gente inventa tanta coisa absurda pra ser feliz. Inventamos até sentimento para que a pessoa que está ao nosso lado não se decepcione com a gente com aquele papo “-Ah, você não gosta de mim, não me ama...” Senti isso na pele. Como dói perceber que alguém tem por você um sentimento “inventado”.


Ai você fica naquela paranóia ridícula pensando em ser verdade ou não. Relaxa. Mas do que sentimento, amor é serviço, é dedicação, é admiração trabalhada. Palavras? Amor é um vento forte que, não precisa necessariamente ser visto, mas sentido, percebido.


A gente faz tanta besteira ao longo da vida. Mente, engana, dissimula, trai, ignora. Erra feio por coisas que não precisaria de forma alguma errar. É a festa do pecado, da crise existencial que, sempre aproveita a fragilidade do caráter, embora na maioria das vezes, esta fragilidade seja momentânea. Como cometemos loucuras, tamanhas são elas que, nem os próprios loucos reconhecidos por lei cometeriam. Fracassamos.


É bobagem esperar do ser humano mais acertos do que fracassos. Mas é salutar esperar dele o reconhecer dos seus erros. Estender-lhe a mão, abraçá-lo, ouvi-lo, encará-lo, mesmo que isso nos custe um “pedação assim”, desse orgulho que carregamos como um troféu. A gente acaba se esquecendo do quanto somos frágeis. Não abra mão da sua natureza sentimentalista, não abra mão do amor que você diz sentir por alguém. Essa história de que amor se cura com outro amor é terrivelmente fora da visão de Deus. Só se ama uma vez. O bastante para durar pra sempre!


Se você feriu alguém que você dizia que amava, se redima! Humilhe-se diante dessa pessoa. Mostre a ela que ainda vale à pena permanecer ao seu lado. Recobre dela as lembranças dos momentos únicos vividos por vocês. Dos planos, os sonhos, amor não morre de uma hora para outra. No entanto, se o que causou o fim foi algo tão repugnante. O que nos resta é refazer o caminho, arrancar o mal, reparar a culpa e apostar que se for realmente AMOR que ambos “juram” sentir, somente ele é capaz de reconstruir suas vidas.


É hora de crescer. Não se culpe pelo erro. Sei que ele traz o medo de não mais ter o velho amor... Mas corrija-o. Quem sabe algumas coisas acontecem para que possamos aprender a valorizar o amor que, os descaminhos queriam fazer de tudo para não enxergá-lo. Não perca a chance de ser feliz. Mesmo se a pessoa não quer mais voltar, respeite, não seja tolo. Afinal o amor é capaz de reconhecer quem o ama. Se reconhecer, sei que vais voltar.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

sarney, o sensacionalismo ou o Brasil?


Estamos há dias ouvindo, vendo, lendo pelos principais meios de comunicação a guerra política deflagrada no Congresso Nacional. É uma guerra política que, o povo, infelizmente não tira nenhum proveito imediato dela. Nenhum.


A mídia é o fermento que leveda a massa dessa turma de incompetentes do Congresso. A mídia, na maioria das vezes, extremamente sensacionalista e marrom, pega um centro e tenta sempre fazer um cesto dele. Mas por quê? Os holofotes fazem brilhar os olhos daqueles que, querem o seu minuto, instante de fama diante da opinião pública, os fariseus congressistas empurram goela abaixo sua “índole perspicaz” e seu “caráter ilibado” por meio dos midiáticos meios de comunicação que, sejamos francos, adoram uma picuinha política.


Mas nós? O povo? Como ficamos? Não conseguimos enxergar um palmo além do nosso nariz. Contaminam-nos com esses novos vírus que vou chamá-los aqui de CFFR, Congressistas Fariseus e Falsos Republicanos. Vírus que têm período de incubação dado por nós, e duram em média árduos quatro anos. Essa briga partidária, onde as siglas digladiam, tenta mostrar ao público suas medidas de profilaxia, querendo nos fazer acreditar que o mal vai ser extirpado se o vírus principal for isolado, cassado, detido seu avanço.


Eu sou povo, você é povo. A briga político-partidária discute muito mais interesses próprios, individuais, interesses do conglomerado partidário do que interesses da coletividade, interesses do nosso bem social. A mídia nos deixa informada da patuscada congressista e eles nos deixam desassistidos de soluções diárias para os problemas que afligem nossa gente, nosso povo. Você já viu no congresso algum senador ou deputado instalando uma CPI por falta de medicamentos nos hospitais ou por um atendimento mais digno? Você já viu alguma briga acirrada no congresso em função das drogas estarem já instaladas nas escolas e consequentemente dentro de casa? Você já viu uma discussão vibrante no congresso a fim de que o salário mínimo fosse de fato mais justo? Para o sustento eficaz das necessidades básicas de cada um de nós? Mas você já viu discussão para aumentar os salários deles não já? Vultosos salários!!! Você já viu o Congresso levar algum Senador ou Deputado para o conselho de ética porque ele apresentou um projeto totalmente antiético como, por exemplo, verbas indenizatórias? Ah... Povo sofredor somos nós. Que não temos uma boa escola pública, que não temos hospitais, estradas de qualidade, moradia, onde o analfabetismo ainda existe acentuadamente, onde epidemias matam, onde as drogas matam, o tráfico impera, onde o pão falta e ainda sim um circo bem montado no centro do país não faz nada, absolutamente nada para mudar a realidade de nosso povo. A minha realidade a sua realidade.


Vamos dar um basta!!! Chega de CPI`S que acabam em Pizza, chega de conselhos de ética, de estética de dialética se nós, povo, não vemos os resultados disso chegar satisfatoriamente em nossas vidas. Chega de essa mídia mentirosa querer nos impingir heróis que denunciam e na realidade precisam ser denunciados pela cara de pau de não fazerem nada pelo povo que o elegeu. Chega dessa pouca vergonha, dessa picuinha, dessa briga de lavadeiras de beira de rio, pois a água suja o rio vai levar. Vamos dizer aos congressistas para arregaçarem as mangas das suas belas camisas e fazer valer cada centavo que eles ganham. Chega desses partidos políticos se pregarem como puritanos, donos da verdade, da ética, da impessoalidade. Que mentira!!! São farinhas do mesmo saco, são Saduceus, Fariseus que, querem crucificar um Cristo para encobrir sua sujeira, tirar o foco do lamaçal que as cinzentas nuvens de sua vida, escondem.


Esquecem que o poder é transitório, esquecem que eles são transitórios, mas o povo é essa raiz permanente que, sofre nas mãos desses covardes de paletó e gravata com as mazelas pútridas de sua mesquinhez e omissa atitude.


Sarney não é importante, o sensacionalismo não é importante, o importante pra você e pra mim somos nós, é a nação. Precisamos de um país melhor, precisamos viver melhor, mas para isso, todos nós temos uma missão: Tomamos partido, pelo que realmente nos interessa ou os Partidos sempre nos farão escravos dos seus interesses.
Pense nisso...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

PERCEBER


Ah se soubesses o que guarda meu silêncio por te ver ausente de tantas coisas que, querem ser suas. Se soubesses como falo aqui sozinho, imaginando tua presença forte por um dia, uma hora ou um minuto.

Ah se soubesses do quanto meus passos querem tatear os teus passos, fazê-los de uma coincidência provocada, a providência imprescindível. Se soubesses como aqui sozinho, tento criar surpresas simples para que os teus dias sejam um pouco mais dias cheios de vida, não somente uma vida cheia de dias.

Ah, se soubesses que, escrever aqui largado, fechado em mim, criando um mundo futuro e colocar você, me faz bem melhor pelo simples prazer de saber que existes. Se soubesses que não te desejo porque não a tenho. Acomodo esse impossível, entre o talento e a sorte para não sofrer as obliterações desses sonhos; desejosos sonhos.

Ah, se soubesses da alegria que percorre meu espírito e invade o vacilante coração solitário, mas ainda vívido. Se soubesses que, em meio ao coração e a ternura, não há razão alguma para temer, não enxergar, detrimir, sem ao menos deixar-se saber, se conhecer.

Ah, se soubesses do quanto és capaz de encantar com sua beleza infindável, fino trato, jeito moleque, sorriso largo, fácil, com essa mania de viver somente o hoje, sem querer presumir o amanhã, sem nenhuma saudade do ontem. Se soubesses que valer à pena é sempre mais que uma atitude inerente em querer descobrir-se além, sem receio de encontrar-se, identificar-se.

Ah, se soubesses que, depois de você minha vida poderia ser uma incoercível página rasgada, para transfigurar-se em folhas brancas, limpas, para receber uma única história, de um só amor, de uma só vida. Se soubesses que são para ti todas às 24 horas do meu dia que, tão subitamente recebo de Deus. Todas as horas do meu dia seriam para os teus dias todas as horas.

Ah, se soubesses que não é loucura encantar-se sem nem precisar conhecer. Que ao enamorar com o desconhecido, é fazer do novo, mesmo que por um momento, algo pra sua vida, tão necessário; fiz. Se soubesses que, não há dor, embora essa minha inútil necessidade de um ouvir quem sabe um SIM, seja combalida racionalmente por aquilo que me ensinará, mesmo recusando, um NÃO.

Ah, se soubesses como olhar para o cotidiano que, implica em impingir uma realidade abstrata, a quem da que deve ser vivida. Se aceitasse meu olhar terno, minha voz baixa, tartamudeando algumas palavras que precisam ainda ser ditas. Se soubesse o quanto a certeza dessa ausência do TER, afeta esta incrível capacidade de tentar ser soberano ao menos do teu reino. Ser o escolhido para ter a escolhida.

Ah, se soubesses do quanto tantas coisinhas podem acontecer se o coração se apaixona, vira refém, se entrega, se aceita inevitavelmente ridículo. Esse mistério quase sempre inacessível que, é apaixonar-se. Essa tola e ridícula auto-suficiência para não comprometer-se, não fragilizar-se. Se soubesse que eu não suplico apenas ouvir tua voz para saciar o paladar da minha. Pois o que descreve o primeiro beijo não é a sensação de beijar apenas, mas sim confessar que, a partir daquele momento haverá uma dependência minha.

Ah, se eu soubesse como me entregar a ti, tocando tua mão somente, e assim te fazendo presa por cativar tal cárcere. E num olhar você vem se derreter de carinhos, jogando fora todo medo da decepção, do “será”, do “talvez”. Assim apegando-se ao momento sempre desejado que seja um encontro (nosso encontro). Se eu soubesse como acordá-la nas madrugadas com lindas mensagens, pedidos afins, voz de sono, sorriso lento, depois deixando vim a cumplicidade roubada, equilíbrio perdido.

E assim, nesse “sem entender” te procuro, confesso, até desejo. Sou essa atitude sem segredos, sem mistérios, desentranhada por uma sensação viva, voraz e paciente. É um instinto de loucura para os loucos que pensam que gostar e querer são condicionados a tocar e ver. Isso se chama conseqüência.

Precisei descrever esse diálogo com o meu eu e esse fascínio sem absurdos que, é o meu querer. Falar da vontade escondida, de sonhos que, por si só são possíveis; mesmo que a tua vida não se permita viver, teu coração ouvir, se abrir e teus sentimentos, tão necessários aos meus; perceber.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

As afeições sem afeto...


Num momento de cultura secular, lendo uma reportagem da revista VEJA, me deparei com algo que fazia certo lapso de tempo que, me importunava, mas eu não sabia bem como agir diante e nem saber o que dizer. “Nos laços (fracos) da internet” as afeições vão se esvaindo como uma fumaça no ar... As afeições desse novo tempo, totalmente sem afeto.


Nosso país é de longe o país onde as pessoas mais se relacionam virtualmente, não há outro lugar interesse maior pelas amizades virtuais como aqui no Brasil. Essas redes sociais on-line estão cada vez mais povoadas e nós inversamente proporcionais, estamos sem dúvida, cada vez mais solitários. Afinal rede de amigos, não conseguirá nunca suprir as necessidades afetivas mais profundas dos indivíduos.


A superficialidade é “matéria orgânica” da internet. Parece algo intrínseco a essa comunidade global, ao mesmo tempo em que nos expomos, na verdade ninguém de fato está nos conhecendo no plano real. Publicamos-nos, falamos de nós, do que gostamos das nossas preferências, socializamos fotos, momentos, tudo como nas relações sociais de proximidade e troca devem ser; mas justamente falta o sal divido, falta o contato pessoal. Estamos preterindo o tato e preferindo saborear o paladar da impessoalidade que, esses relacionamentos virtuais insinuam.


As coisas nos parecem tão profundas, mas são ao mesmo tempo tão vazias. Sem perceber perdemos horas atualizando, espiando os passos das outras pessoas, vendo seus recados, respondendo-os, fazendo da nossa vida e da vida do outro uma novela preferida; se perdermos um capítulo, ficamos perdidos com a moral da história. Mas que vida sem moral que, nos escravizamos a ponto de nos esquecer de nós mesmos? Hoje é mais fácil falar o que o nosso “amigo virtual fez” do que dizer o que nós fizemos. Aposto que é!


Será se perdemos o prazer de termos um círculo de bons amigos? Não temos como manter um laço sincero de amizade com uma rede de mais de mil contatos. É impossível! Levantamentos de estudiosos nos dizem que, conseguimos ter no máximo cento e cinquenta amigos próximos, e não mais do que cinco “amigos do peito” que você pode contar sempre. Em qualquer momento. Claro que a internet promove a interação boa e agradável de amigos já existentes quando se frustram os contatos pela distância, mas não podemos crer que as relações harmoniosas salutares, aquelas que, sua vida e sua mente necessitam, possam ser feitas virtualmente. Como perceberemos a atitude e compreensão num olhar? Como receberemos a gratidão num abraço? Como nos confrontarmos com as manias e esquisitices que cada um de nós tem?


Vamos nos aproximar mais das pessoas, vamos fortalecer as relações já próximas, vamos criar uma rede de amigos onde poderemos encontrá-los sempre que possível, vamos brindar a vida com a alegria de sabermos que somos queridos, somos amados, que tem alguém que gosta de nossa companhia que divide problemas, nos confessam segredos e nos proporcionam uma insubstituível sensação de calor de presença e proximidade que, jamais poderá ser substituída pelo calor da tela e do teclado de nossos computadores.

sábado, 27 de junho de 2009

Heróis humanos ou humanos simplesmente?


Observando os últimos acontecimentos dos últimos tempos desse tempo do fim, algo estranhamente difícil de compreender me acossou os sentidos. Fui obrigado a dar uma volta na história, relembrar grandes personagens que tinham tudo para serem exemplos de plenitude de vida, mas que, muitos se tornaram objetos de algo bem maior que a nossa compreensão pode aceitar e entender.


O que é a vida afinal? Questiono-me. Repousa em mim de maneira irresponsável e totalmente fora de conceitos, a noção de que a vida é um presente. Prestemos bastante atenção que certos presentes são específicos para um fim, um uso, uma singularidade que, se quisermos usá-lo de forma inadequada, ele pode deixar de existir em sua essência. Assim, no meu mais irresponsável ponto de vista, é a vida. Este maravilhoso presente. A vida é essa liberdade de arbítrios que podem nos conduzir a outra vida ou nos tornarão ícones de um transitório instante em que passamos nesse universo.


A humanidade tão carente, às vezes, chora quando perde um “herói”, um “ícone”, um “exemplo de talento”. Somos carentes de alma. Somos pobres de “homens super-homens”, somos nus se olharmos o quanto nos falta. Mas nos apegamos aos astros frutos dos sonhos de um Ser Maior. Queremos ser iguais aos nossos heróis, queremos seguir seus passos, queremos que nosso espelho reflita sua imagem. O mundo sempre perde quando alguns grandes homens pela sua história escrevem em nós uma página inigualável de um poema particular e, se vão tragicamente, inesperadamente. Parece que eles vieram simplesmente para fazer uma “participação especial” em nossas vidas. De alguma forma, tiramos uma lição!


Quando John Kennedy foi ceifado, a humanidade que, viu aquele homem lançar o desafio do homem chegar a Lua; foi a Lua sem querer, ao ver aquele que, deveria ser o maior ícone da política mundial de todos os tempos, ser assassinado. Por quê? Para quê? Aquele homem de um discurso singular que nos disse: “O grande inimigo da verdade é, muito frequentemente, não a mentira (deliberada, controvertida e desonesta), mas sim o mito - persistente, persuasivo, e irrealista.” Até hoje ficou o vácuo na política mundial deixado por Kennedy.

Heróis , símbolos de talento, determinação, inteligência... Se misturam ao mesmo tempo aos “heróis” de carne e osso iguais ao homem comum que cultiva à sua maneira sua admiração. O que dizer do inigualável Bruce lee com a sua rapidez e seu poderoso “soco de uma polegada”. Posso dizer que ele era surpreendente! Tanto que disse: “Saber não é o bastante, é preciso aplicar. Querer não é o bastante, é preciso fazer.”


Perderia-me nas palavras se fosse querer dizer algo que definesse Elvis Presley, com seu rebolado escandalizador e sua voz potente sem falar no padrão de beleza que as mulheres o elegeram na época. Como explicar o fenônemo chamado The Beatles que tinha a frente “o imaginable” Jhon Lennon? Sua música, a letra. O que devo dizer do “break” de Michael Jackson, essa lenda pop, com o seu inimitável moonwalk, com sua força e precisão de movimentos, sua afinação, perfeccionismo, suas roupas extravagantes, seu modismo, sua genialidade no que fazia? Viveu um thriller na própria vida.


Esses monstros inesquecíveis será se realmente existiram? Ou daqui a algum tempo vão virar lenda? Mas por que a tragédia os acompanhava tao de perto? O que haveria de errado naquilo que parecia ser perfeito? Será porque se agigantaram a ponto de não caberem em si? Será porque os “heróis morrem jovens”? O que de escuso haveria por trás dessas vidas tão idolatradas? Será o mal da própria idolatria? O exagero da soberba, o horizonte sem fim que causa o poder do dinheiro? O que esses e tantos outros grandes homens da nossa história poderia fazer se, por ventura, tivessem uma nova chance de vida para que, suas vidas não fossem marcadas e manchadas pela idolor e imperceptível trágedia que os cercava.


Esses homens podem e até devem ser respeitados e admirados pelo talento e perfeição naquilo que faziam. Mas seguidos, estariamos sendo infiéis com Aquele que sonhou com cada um deles e lhes deu a vida como um presente. O qual, devo crer que, não souberam o que fazer de melhor com ele.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Um desconforto


Olho pra mim e logo percebo que estou longe de ser a pessoa que eu preciso ser. Olho em volta, olho além das mesmices de um dia-dia anormal e tão normal que chega a ser chato. É ruim viver num tema e dilema único: Amanhecer, lutar, inventar, suar, ganhar, ter para viver a fim de sobreviver... Nessa coisa batida, nessa vida mal vivida, encurralada pela sagacidade desses novos tempos onde o tempo hoje nos concede menos tempo para aprender. Estamos na era da balança de posses. Temos que encher um lado da balança de bens e coisas e poder e tudo... Para o outro lado onde estamos, suba e nós só assim nos evidenciamos nos mostramos não pelo que somos, mas maquiados pelo que temos. Estamos malfadados pela esquisitice desses tesouros que as traças consomem e os ladrões roubam.


Ah... Há poucos dias fui apresentado a uma pessoa! Mas acreditem que não lembro o nome dela. Mas lembro muito bem o que ela é e tem... “Calvet, esse é fulano, filho de cicrano que é dono de uma grande empresa de logística no Sul e têm dois aviões a disposição, quatro pajeros na garagem, só faz compras na Europa, tem uma lancha um Helicóptero e etc... etc...” Eu nem ao menos lembro se disse: “muito prazer”. Afinal essa pessoa já tinha posses de prazer demais para se preocupar com a minha filantrópica educação.


Inverteram-se os valores ou será que esses valores nunca na verdade existiram? Mas que valor é este a ser agregado ao meu caráter? será o mesmo valor que eu quero que agregue àquele que está próximo de mim? Não posso ser egoísta e dono da verdade que tenho como verdade. Não posso ser estranho e diferente dessa sociedade que me empurra nessa fileira de favelados de alma, tão pobre de nobres sentimentos, cadáveres revés de pútrida honra, rostos de sorrisos do teatro da hipocrisia... Diferentes? Somos assim? Ou disfarçamos bem? Nem disfarçamos. Isso já faz parte do nosso caráter mal lapidado.


O mundo hoje gira em torno do seu próprio eixo. Esse movimento cíclico gera abstinência de sentimentos ainda necessários à vida, ao homem... Até mesmo à criatura criada à imagem e semelhança do criador. Mas o criador vê-se impressionado com o uso do livre arbítrio dado a sua criatura. Não somos como deveríamos ser. Somos um rascunho imperfeito, fruto da nossa própria sábia ignorância, perdidos num achado de rotulações que, presumem a vida como simplesmente uma sucessão de aparências impactantes de prazer. Nunca saciados, eternamente sozinhos.


Estamos sempre ocupados demais para nos ocuparmos com a vida de quem precisa um pouquinho da nossa vida de atitudes verdadeiras. Atitudes sem plástica, atitudes descompromissadas de interesses, atitudes sem pressão para doar-se; sem que seja preciso a natureza se comportar rebelde como uma enchente para nos fazer enxergar a necessidade do próximo, sem que seja preciso as epidemias, sem que uma crise nos coloque mais amenos, mais afetos a realidade da absoluta dependência do amigo, do próximo, do vizinho, do irmão. Estamos surdos pelo coração e a alma só verdadeiramente enobrece quando se sente alimentada pelos apelos audíveis que só o coração pode atender.


Pergunte a você: Onde está o teu tesouro? Onde está o teu coração? Em que consiste a tua riqueza? O que te faz ser possuidor de tudo, mesmo não tendo nada? Seríamos capazes de entender que mesmo não tendo nada, temos tudo? Nossa imperfeição se aproxima da mais perfeita estupidez. O que vemos, na realidade não possuímos, o que possuímos na realidade não temos, o que vemos que não temos é justamente isso que faria de nós a pessoa mais diferente e de uma singular riqueza do mundo. Pois a verdadeira riqueza não está no tamanho da nossa conta do banco ou na falibilidade que, os bens que possuímos dão o “aval” de poder. Um caráter são, faz do homem entre todas as espécimes ser detentor de uma vida de glórias jamais enferrujadas ou roubadas.

sábado, 20 de junho de 2009

Não existe dor que não cesse!


O tempo. Ele é sempre implacável, não respeita convenções e não reitera conveniências. Nada resiste ao seu voraz e silencioso fascínio corrente. O tempo passa e leva com ele dores quase insuportáveis, arranca qualquer solidão incoercível.


O tempo é a esperança daqueles que travam uma luta interior de sentimentos que se perderam, de saudades que maltrataram, de insalubres tristezas. O tempo é um vento que passa sem saber de onde vem e nem pra onde vai, mas traz consigo o remédio amargo da espera. Mas tão necessário para a cura.


Passou toda dor, toda tristeza, toda insegurança, passou até toda decepção. Não vale à pena decepcionar-se com qualquer coisa que nem de nós mereça decepção. A estrada de um novo horizonte, de um Sol intenso de cor e de brilho que está sobre àqueles que crêem que “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer.” Uma vida de renúncia, de confiança, de um coração feito para adorar. A nova vida chegou no exato momento em que eu cheguei a pensar que a minha vida tinha acabado. “isto sim é um verdadeiro presente de Deus pra mim”.


Hoje os meus sonhos foram ressuscitados, a minha fé reconstruída, a minha vida se refaz num passo lento e preciso, onde cada rascunho se transforma numa verdadeira obra prima de Deus.
Creiam que a vida é feita de pequenos instantes dados por Deus, simplesmente pelo seu incondicional amor para conosco. A Vida é fruto dessa absoluta necessidade de Deus em doar-se sem medida e a querer de nós a perfeita excelência de submissão. O meu passado e meu desequilíbrio anterior foram fincados na Cruz do Calvário, e renasci... Acreditem, das cinzas de uma dor que tinha um nome, mas hoje cessou.


A voz que ecoa do meu coração é Jesus. O autor da minha vida. O criador desse tempo que fez silenciar o passado e me traz uma nova manhã que renasce em mim... Deus a Ti, somente o meu obrigado Pai.

terça-feira, 9 de junho de 2009

NAMORAR...





Fui convidado a desafiar-me e escrever algo sobre “namorar”. Tantas e tantas pessoas bem mais eloquentes e expressivas já falaram sobre namoro. Vinícius de Moraes, Drummond, Fernando Pessoa, Caetano, Chico Buarque, e muitos outros... De tudo que já vivi, posso dizer que namorar é...


O retrato de cabeceira para que mesmo não dormindo juntos, será a primeira pessoa que receberá um olhar e um bom dia.




Namorar é escovar os dentes no momento qualquer, na ansiedade de receber o beijo da amada,
É a música no ônibus, no carro, no radinho, ou no ipoid. É a letra de cabeça pra ser recitada, é a dúvida, é a certeza, é a ligação só pra aumentar a certeza ou pra dividir a mesma dúvida.




Namorar é convidar a amada e sair com ela pra dividir um sorvete de casquinha, é negar a coca-cola – dá estrias. Tome um suco de laranja! É ser romântico no rabisco caprichado num pedacinho de papel pra dizer eu te amo! Namorar é soluçar de tamanha saudade e chorar baixinho, com a voz dengosa...




Namorar é fugir do trabalho, pegar um táxi, comprar um buquê de lindas rosas e faze-la ficar vermelha de vergonha no seu trabalho. Namorar é devoção! É admiração, é olhar zangado e mesmo assim com carinho.




Namorar é escolher o filme que ela gosta, é ficar contente por ela, é castigar a solidão com mensagens loucas pelo celular. Namorar é confessar tristezas, dividir problemas é locupletar-se das dores que não são suas. Namorar é fazer molecagem numa briguinha boba e dizer que ela tem razão, porque mesmo assim, ela ainda vai ficar chateada.




Namorar é construir sonhos, é subir escadas de realidades, é caminhar na praia da aventura, é tocar fogo no passado. É evitar mentiras e ao mesmo tempo mentir pra fazer uma agradável surpresa!




Namorar é ir ao encontro da amada nem que seja em Pequim. Você irá, não diga que não vai, porque sabe que vale à pena.




Namorar é pedir licença pra saudade e conversar com ela ao mesmo tempo. É começar a correr na beira da praia num fim de tarde só pra ver se da de cara com a amada. É puro suor, é também preocupação, é vaidade. Namorar é ir ao salão de beleza tirar a barba, limpar as unhas, é usar um perfume que sempre quando a pessoa amada sentir, vai logo se lembrar de você.




Namorar é perder tempo pensando, é vez enquanto, ficar sozinho. É dizer que sentiu falta mesmo que não tenha dado tempo de se sentir falta. São exageros de sorrisos, de promessas, de confissões. Namorar é um coração que vive e bate agora em função de outro coração.




Namorar é ir à casa da vovó e tomar aquela sopinha. É se entender e dar-se muito bem com a “sogra”, é conhecer os irmãos, ir às festas de família. Namorar é olhar pra pessoa amada e questionar sempre se ela é quem Deus escolheu pra você. É estar com a atenção à resposta. É crer quando em si, pelos limites das próprias forças, se possam duvidar. É estar preparado paras as surpresas. É ser sempre uma boa surpresa!




Namorar é sempre um começo. São as formalidades do início, é estar bem informado, é dar e ter orgulho, é dividir o romance para que se possa somar na paixão. É fazer do dia-dia um jardim e se tornar um exímio jardineiro pra cuidar quando brotar as flores sem que se fira com os espinhos.




Namorar é passar a madrugada na internet conversando bobagem com a amada. É explicar o que ela acha que naquele momento só você sabe. É ao menos tentar! Namorar é buscar inspiração em tanta coisa que jamais poderia te ensinar a ser feliz. Quando se ama, se é realmente amor, há alegria e há dor, há excitação e há ternura, há uma falta, mas há algo sobejador. O equilíbrio dessas forças de sentimento pode nos provar, mesmo que alguém queira contrariar, o que é amor.




E o que mais posso dizer de namorar? Quem sabe seria um quase-amor. Ou um estranho amor? Namorar não tão bem se define, em cada um há um prazer e uma sensação que cada paladar dar o sabor. Quem sabe namorar seria ou é, o começo do tão sonhado primeiro amor.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Um coração faminto


O suor da intensidade da pele, do calor que se acende pela presença das mãos pequenas e tão perfeitas quando me tateiam. O olhar sem palavras e todas as palavras não ditas quando o beijo silencia a dúvida. O medo vai embora, sem precisar reinventar a estória triste vivida numa página de vida que passou. O sentimento cresce, grita, pulsa, sua, busca e ainda assim, nada em você ele provocou. A fome ri com a solidão, ao mesmo tempo em que a ansiedade aprende a ter paciência com a espera. A fome de você... Desejo solto e preso na ingenuidade dos meus dias jogados à suas vontades. Meio sem vontade!


Essa deselegância da inquietude prende a voz, cala a atitude, espanta a presciência de que tudo ainda pode vir a ser de tal maneira como a sede quer. Essa sede saciada por algumas vezes com um “oi”, um “bom dia”, meramente superficial, sem notar que na superficialidade das palavras eu ainda encontro motivos para as profundas liberdades e verdades que te levarão a refletir... Afinal o que ainda não foi vivido, você jamais poderá reinventá-lo. Vem! Se deixe sem saída, e entre na minha vida como alguém desmerecida, como alguém sem pretensão alguma, entre na minha vida sem excessos de cuidados, venha despojada de vícios, costumes e manias, entre na minha vida na mais perfeita hora, entre na minha vida como quem vai entrar numa loja sem demora, mas se encanta e quer ficar ali para sempre.


Aqui em mim estão os espaços que poderão ser teus. Uma “sala de formalidades” dos primeiros dias, primeiros encontros, para que você dê seus primeiros passos, observar se está aconchegante, para se sentir confortável nessa nova casa de carinho, e ao sentar-se tão quieta, tão apreensiva, você vai se descobrindo e se entregando a ponto de sentir uma curiosa sede e, invadir a “cozinha dos segredos”, dos tempos passados, coisas vividas que, estão na lixeira do esquecimento... Mas que você vasculha pra ver se há algo inseguro em mim. Em meio ao “corredor das horas” os dias passam um bom filme na antessala, um carinho, um beijo, uma serenidade toma conta ao ver que pode repousar segura no “quarto do meu coração faminto”, onde você vai adormecer sem medo e ver que um rio de sentimento puro e tão intenso corre ali por você. Um caudaloso rio de águas límpidas de tanta saudade se longe você ficar.


É nessa vida, de uma só vida, um só coração, uma só liberdade que, busco viver. A escolhida...? Ela vagueia no meu querer, no íntimo de mim, e ela sabe que tê-la aqui tão perto é imaginável, mas nem por isso impossível.


sexta-feira, 29 de maio de 2009

Silencioso Desiderato


No dia-dia, em meio ao extremo das horas, as coisas passam em sua volta e muita das vezes, aquele nosso “eu” supremo, aquele lado meio impostor que reside dentro de nós, nos deixa impávido num mundinho fechado que, só vemos o que está à luz do nosso interesse. Ignoramos, reprimimos e até mesmo rejeitamos sentimentos que estão ali, ao alcance dos olhos, ao acalanto das mãos e do olhar... De um simples olhar. Essas aspirações são frutos de uma desentranhada atitude do imaginável. O imaginável saber do sabor de pensar e, de repente, acontecer.


Mas como em meio a uma situação inesperada, um lugar inesperado, um inoportuno instante carregado da mais absurda impaciência... A palavra lançada cuidadosamente, a gentileza servida como se esperasse o prato favorito, a delicadeza meio indelicada, a sutileza do minuto aproveitado, do minuto conquistado e a muito esperado. Descobri que, vale à pena ainda correr o risco do ridículo, e pedir pra ter a sorte de não ser patético. Mas nada importa quando o ridículo foi triunfante e fez a sorte mudar de lado.


O momento. Aquele segundinho se torna eterno que somos capazes de ouvir seus passos rumo à ausência do tempo presente... A realidade daquele instante desapega-se e apieda-se da imaturidade absurda de encantar-se bem ali; olhando para si e louco querendo olhar nos olhos dela! As palavras escorregam sem sentido, e sem nenhum sentido fui capaz de sentir-me vencedor. Mas isso são coisas de quem tem saudades do que é o amor!


Se soubesse quanto tempo dura uma solidão, poderia dizer agora que durou exatamente o tempo suficiente para me trazer você. Não sei se vai permanecer, não sei o que devo falar, confessar, não sei se queres viver essa tão inacessível solidão que, é preciso findar, preterir, destituir. A solidão tem suas próprias horas sempre enlutadas de vazio e agora entendo que esse vazio nada mais é que, um espaço limpo preparado pela solidão para receber você. Cuidado, isso tudo é tolice minha! Ou não?


Não importa se não percebes, se não cultivas a sensibilidade de tato trazidas pelas insidiosas atitudes provocadoras de um re(encontro)... Estar só me permite enxergar além do que eu mesmo desejaria não ver ou viver. Posso dizer que o hoje foi bem melhor que o meu ontem e que o meu amanhã vai sofrer com a tua dependência. Mas não tolere meus absurdos! No entanto, não culpe o tempo depois. Sou capaz de totalmente resignado entender que, o coração nem sempre olha os sinais do dia-dia, mostrando que o mundo não acabou. Quem sabe esses sinais estão gritando que bate à porta o inesperado novo amor.

terça-feira, 26 de maio de 2009

remitir


Chega um momento em que, sentir solidão não passa de uma simples sensação de vazio ou de espera... Sem ao menos saber o quê. Você se sente longe de qualquer perspectiva, não consegue ter o tato de uma alegria verdadeira, está se arrastando pela vida e mergulhado numa profunda realidade cruel, insípida, fria e escura. Mas lembre-se, Ele sabe disso!

Você se acha tão pequeno diante daqueles que se julgam grandes; diante dos holofotes dessa podre máscara de descarados sem memória. Você chora de raiva porque tudo parece dar errado, as coisas estancam sem evoluir no compasso do relógio de uma vida confortável, o caminho é estreito e você argumenta com os espinhos e acha que seus passos se perderam... Mas lembre-se, Ele vê e sabe disso!

Teus planos em cada novo ano nunca acontecem. Tuas decepções flutuam em uma órbita que, gravita cada vez mais veloz em sua própria volta e não te deixam em paz. Tua força de vontade sofreu a abulia mais tensa e aquela luz no fim do túnel parece ter ficado mais distante, opaca e o bruxuleante coração vai ficando mais ausente de sentir-se, oco... Mas não se esqueça, Ele sabe disso!

Você se ver como a cor e a pele de um vazio, tua alegria é um disfarce para camuflar tua dor, essa descarada dor. A solidão te sufoca a tal ponto que, você deseja morrer, parar e o falso amor que recebes lhe dar mentiras insaturadas, você se ver deslizando numa lama de vexames jamais querido. Se ver solto e preso dentro de si, numa clausura de pecado inconfessado, dormentes, parece não sentir perdão... No entanto, lembre-se, Ele sabe disso!

Tua imagem refletida no espelho é a imagem do velho homem, você ver que as cicatrizes se abrem, os caminhos se fecham, a vida sofre uma inundação de valores perdidos, problemas escondidos e estilhaços se juntando, querendo trazer de volta um medo vencido... O calor esfria, o amor se põe como o sol num fim de tarde, a vida se ajoelha numa tormenta tempestade... De repente, você não vê, mas Ele vê e sabe disso!

Não consegue sair da mesmice, essa dolorosa inimiga dos que têm caráter de atitude. As raízes fundas da incerteza, essa planta crescente e silenciosa faz inumar corações ardentes que, por agora são vistos em passos perdidos, olhos sem horizonte, dissabores a ponto de crer que o céu se fechou e ficou incolor. Mas acredite, Ele sabe disso!

Você se pergunta, Mas quem é Ele que sabe de todas as coisas que sofro e nada faz só me faz saber que “sabe disso”? Quem sabe Ele seja quem sabe mais de você e, por tanto saber, Ele sabe que você não o ama a ponto de entregar-se sem querer saber que, por Ele saber de todas as coisas, somente Ele; Justo, Eterno, Soberano, Unico e Senhor, poderá cuidar tão bem de você.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

A infância mudou ou fomos nós que mudamos?




O recordar da minha infância me traz lembranças tão boas que, daria tudo para reportar-me ou até mesmo prender-me naquele tempo que, infelizmente não voltará mais. Ah que saudade daquela época! Onde não se via uma mácula, não percebia a frieza do mundo e nem sua extrema crueldade para com os semelhantes. Mas somos semelhantes a quê? Se nosso comportamento, às vezes, reflete uma disposição bem pior de que dos irracionais. Somos maus, necessitamos de mais amor, mais tato, mais sentimentos simples e desinteressados, mais proximidade a fim de que nossa sensibilidade se apure se purifique.


Certamente não estou sozinho quando o assunto é a velha infância que já se foi, está perdida no passado, sozinha... Mas ao mesmo tempo tão guardada na memória daqueles que aproveitaram o melhor momento da vida, da forma mais simples e nominal possível: Brincando! A infância, que vem do latim in-fans, aquele que não fala, que está destituído da linguagem madura, cai bem a nomenclatura, se vermos as atitudes e tolices tão boas que, causavam alegria e sorrisos soltos de nossos pais... As fotografias que os diga! É isso mesmo foto. Na minha infância não tinha filmadora, celulares mágicos pra registrar meus momentos. Se você perceber a maioria de suas fotos reveladas, elas devem ter mais de 15 anos... Afinal essa era digital fez sofrer “os estúdios foto sombra” com a carência daqueles negativos surpreendentes... Eu ficava encucado com aquela “tecnologia” da época.

Quem não se lembra daquelas brincadeiras da infância? Esconde-esconde, pega ladrão, rouba bandeira, ciranda cirandinha, cai no poço, cancão(amarelinha pra outros), 31 alerta, paralisa, stop. Meu Deus tantas outras brincadeiras, tão importantes para o meu aprendizado, tão saudáveis, como tomar banho de chuva na porta de casa, e hoje não dá, dizem que pega resfriado. Eu nunca peguei! A infância do meu tempo era movida pelos colegas da rua onde eu morava, a infância do meu tempo, se passou subindo num pé de mangueira, pé de goiaba, quando eu ficava pendurado de cabeça pra baixo e minha mãe (vó) dizia que o sangue ia pra cabeça e eu ia morrer!!! A infância do meu tempo era jogar bola no quintal de casa ou na rua de travinho, e quando não tinha todos meus colegas, a gente jogava “rebati”, é quando tem um goleiro que ficava tentando agarrar a bola enquanto tinha dois na linha tentando fazer o gol e outro ficava no desafiado. A infância do meu tempo chamava as meninas pra brincar de médico, tirando as meninas de suas barbies faces, quando elas começavam a deixar de lado aquela bonequinha “two play two plin, bolinha de sabão”, ou simplesmente deixando pra depois sua boneca moranguinho.

Quantos brinquedos inesquecíveis e de tão inesquecíveis eu nunca esqueci que muitos deles nunca pude ter. As meninas sonhavam em ter a coleção da Barbie, enquanto sonhávamos com a coleção do playmobil. Os meninos eram fascinados pelos autoramas e motoramas, sem falar na única marca de vídeo game que tinha: Atari. As meninas se deliciavam com um brilho labial moranguinho, afinal elas sempre queriam parecer mais velhas. Mas quando o assunto era jogar, ninguém resistia a um Banco Imobiliário, War... Ai a turma toda brincava sem parar enquanto a mamãe sempre preparava aquele suco de tang. Lembram? É são recordações da minha infância, dos desenhos que passavam na “turma do balão mágico” ou no “xou da Xuxa” que iam da Penélope charmosa até os super-amigos.

Aos nossos filhos, nos resta contar um pouco do muito que foi a nossa infância. Tão rica de brincadeiras, brinquedos de todo o gênero, eita que a Estrela reinava nessa época. Infância de conversa na porta, infância de dormir cedinho, infância dos trapalhões, dos cantores preferidos que queríamos ver no Chacrinha, infância sem MSN e ORKUT, sem celular, sem essa coisa tão fria e tão virtual que assistimos hoje nessas crianças geradas por nós. Nossos filhos, são frutos da melhor infância vivida que, certamente foi a nossa infância. A infância onde a casa era também um brinquedo e nossos coleguinhas mais pareciam da nossa família. Essa saudade obstinada da infância, é só um alerta para que não deixemos que as crianças de hoje, tenham uma infância tão adulta e quando forem adultos, queiram viver como se fossem crianças.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Um minuto apenas.


Um minuto além do que possa acontecer, é o bastante pra que a vida nos traga surpresas jamais imaginadas.
Um minuto além do que eu possa entender, é o bastante pra que eu descubra que nem tudo ainda foi vivido e que essas vicissitudes são inevitáveis.
Um minuto além do que eu possa perceber, é o bastante pra que o natural se torne algo tão excêntrico, extremo.
Um minuto além do que eu possa esperar, é o bastante pra me fazer acolher aquilo que só me fará bem.
Um minuto além do que eu possa evitar, é o bastante pra que o silêncio dos meus erros me faça caminhar na estrada do amadurecer.
Um minuto além do que eu possa aprender, é o bastante pra dar todo fruto que tenho, sem ter medo de perder.
Um minuto além do que eu possa fazer, é o bastante pra desistir de fazer o que me fará ser um homem melhor.

Começar...


Redescobrir-se é uma invenção pertinente a cada um de nós. Tão fácil que exige um simples olhar para a criatura interior que existe dentro de si. Redescobrir-se é a busca afinada, apurada de uma pessoa melhor, de alguém mais simpático no trato com as adversidades, com os problemas, com as tolices de querer ser o todo-poderoso diante dos olhos julgadores e pútridos dessa sociedade envenenada de posses, prazer, poder e bens. Afinal a figura humana foi trocada por essas concessões, conveniências. Hoje é mais fácil Ter para que assim você venha Ser; sem importar-se com o estúpido padrão dessa visão tão medíocre, tão mesquinha. Haja vítimas, são tantas, sou uma.

Mas redescobrir-se é começar... Não recomeçar. Pois o novo não se recomeça, se começa. Eu, depois de um isolamento que quase tirou de mim a vida, conheci dentro de mim uma outra pessoa que nunca antes tive a oportunidade de apresentar-me. Alguém bem mais próximo da essência humana de errar como qualquer um, mas condicionado numa volição de arrepender-se sem ter vergonha e de corrigir-se sem ter medo. Nessa arriscada reclusão, de meses e meses, me senti igual uma águia. A águia que, quando passa por aquele tempo em sua vida de total transformação, renovação, redescobrindo-se em meio às dificuldades de sua vida. O águia aqui, escondeu-se não no receio de encarar o problema de frente, mas se acolheu sob as asas do Criador. Aqui estou, sendo purificado como o ouro, passando pelo fogo, rompendo por meio da fé uma solidão que devorou sonhos, e destronou esperanças. Mas acabou! Estar sozinho num momento em que exige redescobrir-se é confrontar-se com as limitações, mas nunca alimentar o vazio que a solidão cria. Enchi-me de esperança. A esperança que um dia deixei de lado.

Subi tão alto além das montanhas dos meus medos, além das nuvens cinzentas de incertezas, desilusões, para recompor cada pedacinho, cada cicatriz tragicamente aberta...Curando, e renovando as forças, afim de partir para o mais sublime vôo da minha vida. O voo ruma a excelência da submissão, o voo da mais esperada partida ao encontro do novo...Um novo que ainda estar por vir. Hoje acolho em mim outro sentimento, um coração pronto para amar, tratado pelo tempo e pela fé, renascido...dispensa seus próprios interesses, abre mão da disfarçada alegria. Estou pronto para partir, para Começar, afim de sempre me redescobrir e me fascinar com as mais novas paginas escritas da minha vida.

Afinal “Os que esperam no Senhor, renovarão as suas forças, subirão como as águias, correrão e não se cansarão, caminharão e não se fatigarão.”

O mundo das fusões e das ideias infundadas


Com a globalização, essa união massificada dos povos, culturas, raças, essa aproximação abstrata entre as nações, o mundo vive nos últimos tempos, avanços significativos. É a internet e seus fascínios, às vezes, absurdos; são grandes blocos de países desenvolvidos e em desenvolvimentos, com seus números e gráficos que, só por eles mesmos são entendidos, julgados e avaliados; afinal a maioria nunca sabe ao certo como esses números afeta a sua vida.

Como se estivéssemos numa estação, vendo as novas tendências da moda, o mundo hoje assiste, quase sem perceber a diferença, a essas fusões de grandes empresas nacionais e multinacionais. Os noticiários dos últimos anos, vez por outra são ocupados com o estopim econômico da fusão de grandes empresas.
Os comerciais de cerveja, por exemplo, perderam aquela alegria e criatividades extremas, após a fusão da Brahma com a Antarctica, criando a AmBev. Aquela rivalidade de cem anos que existia entre elas, foi-se desaparecendo sem que percebêssemos. A coisa é tão fabulosa economicamente para eles (seus donos) que a AmBev hoje se casou com a Belga Interbrew.

E nessa enxurrada de fusões, de estratégias globais desses grandes grupos mundo à fora, aqui nesse país de culturas tão diversificadas, grupos tão conhecidos da gente, principalmente pelo talento de seu marketing, estão andando de mãos dadas como casais apaixonados. No ar, a Varig não resistiu aos encantos da jovem Gol; aquele comercial fabuloso, Varig...Varig...Varig ficara na lembrança. A Nestlé pediu a mão da Garoto em casamento mas com regime “parcial de bens acionários”. Quando você for seduzido a cooommpre batom, da Garoto, saiba que ele agora é da Nestlé. O que falar do Itaú com o Unibanco, Telemar e Oi, Votorantim e Suzano(celulose) a Alemãs Porsche e Wolkswagen, a Sadia, da vovozinha simpática do comercial e Perdigão que já teve Pelé como seu garoto propaganda.

Meu Deus, tamanho talento para gerir a economia mundial, mentes brilhantes que percebem a concorrência desnecessária e resolvem unir-se para serem tratadas como gigantescas, a fim de salvar o bolso, o caixa, a honra de dizer: Não sou falido! Grandes atitudes, mas por que nos sobra ideias infundadas quando precisamos ser mais solidários, mais humanos? Por que as ideias quase sempre são mesquinhas quando se trata de solucionar problemas sociais, quando precisamos fazer alguma coisa para acabar com a desigualdade, para vivermos num lugar melhor, mais decente, mais próximo da dignidade humana? Por que nunca conseguimos dar o melhor dos nossos bens, sonhos e talentos quando o assunto é o próximo? Os homens são máquinas, e as máquinas parecem que hoje são homens! Seria tão bom ver a fusão de governos, classes sociais, cidades, países e até quem sabe torcidas de time de futebol para vivermos num lugar onde as diferenças seriam apenas traços da personalidade e nada mais.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

DESABAFO....

Eu vejo hoje que o presente se tornou reflexo constante do meu passado.
Vejo que lá fora o mundo se torna cada vez mais apático,
E minhas tolices impedem de ver o outro lado da rua, da vida.
Vejo hoje a solidão quente, ardendo como febre delirante em mim,
Eu vejo que meus passos errados estão perdidos e o que eu posso fazer agora é arremessá-los ao esquecimento; é isso um tormento pra mim.
Eu vejo com olhos apaixonados, um abraço apertado que exprime amor, um amor latim.
Coisas que me cegaram, agora meu espírito sereno me faz ver.
Eu vejo hoje que as coisas simples e importantes da vida são exatamente as mais desprezadas. Tornamo-nas desprezíveis pelo fato de que somos vazios. Ocos por dentro, defuntos de pé.
Eu vejo hoje que sentir saudade e sentir falta não são as mesmas coisas. Afinal saudade presume que a ausência em algum momento poderá ser finda, contudo quando se sente falta é porque lhe foi tirado um pedaço, pelas próprias mãos ou pela circunstancia feroz de algum momento.
Nem todo pedaço tirado de nós vai nos fazer sentir saudade; uma coisa é certa: Se for importante, vai fazer falta.
Eu vejo hoje que o sabor do suco que mais gosto parece amargo, o doce da vida não é a dose medida de açúcar, mas sim um pouco do nosso melhor, temperando as coisas amargas e secas da vida.
Eu vejo hoje que o tempo passa tão silencioso, imponente, frio, surdo e perfeito. Não se comove e nunca envelhece.
Eu vejo hoje meus verdadeiros amigos, amigos que muito deles nem sabe que os tenho como grandes amigos. Amigos que chego a sentir saudade por não tê-los tão próximos, às vezes. Hoje meus verdadeiros amigos, são as pessoas mais ausentes de mim, são as que mais falam de mim, são os que me julgam sem o rito adequado. Meus amigos eu careço de vê-los, muito embora os dias passem e eles parecem se tornar menos verdadeiros.
Hoje eu vejo as coisinhas de detalhes e os detalhes das coisinhas. Miúdas, comezinhas, rasgam e afogam o meu equilíbrio e me colocam num barco de vicissitudes que não queria vivê-las. Só me fazem mal.
Hoje vejo o poder fazer cair a máscara do descarado. A imundície lamear retratos de um passado não muito distante. Vejo uma nova paisagem, muito mais infeliz e hipócrita.
Hoje eu vejo uma mudança de atitude ser mais essencial que contar com a própria sorte.
Hoje eu vejo que tudo na vida é cíclico, somos verdadeiros mutantes de alma, congelamos por dentro, mas esforçamos pra manter uma aparência que não se sustenta somente com o próprio caráter.
Hoje eu finalmente vislumbro que um pedaço de mim vai sempre embora quando, nos meandros da vida, nessas agruras, o meu rosto cada segundo menos jovial, vai deixando a senil serenidade aperfeiçoar-me de dentro pra fora.
Hoje, olho pro ontem e consigo ver que nem todas as coisas que fiz foram boas, mas que certamente todas elas me permitiram subir um degrau desse duro aprendizado do viver.
Hoje... É!! hoje eu sei que é preciso começar de novo, não ser alguém notável, mas sim notar que é preciso ser alguém.
(Calvet Neto)

terça-feira, 19 de maio de 2009

Ao amigo, a amizade...

Como nasceria em mim, explicar qual o sentido de dizer-me amigo? O que nos da a certeza de sabermos se somos bons amigos e que temos amigos bons?
Essa aliança que faz os laços de amizade nasce ouro, cresce prata e, muitas vezes, morre bronze. Felizes são os amigos que vivem nesse contrário. Não são amigos, estes são chamados irmãos. Comparados assim porque de fato, assim deveriam viver os irmãos de verdade. Mas não vivem; por que dizer então que tenho um amigo que mais parece um irmão? Porque no fundo sabemos que, irmãos não somos, se fôssemos, tenho certeza que não seríamos amigos.
Ter um amigo é assumir um compromisso com a verdade extinta nas relações fraternas. É dificultar o triste penar da ausência de uma conversa franca, boa. Ser um arquiteto desse rebuscado sentimento que, a ciência ainda não o explicou.
O tempo é o relógio onde os ponteiros são os amigos que temos. Uns permanecem em nossas vidas por alguns até longos minutos, outros passam subitamente como as horas e outros amigos que, duram o tempo da nossa vida. O Ruim é que não dá pra acertar nesse relógio seus ponteiros, pois assim poderíamos nos livrar de falso passa-tempo, falsos amigos, atrasos de vida. Mas assim ficaria sem graça.
Não sei afirmar quantos amigos eu tenho e nem ao menos dizer de quantos sou amigo, mas posso garantir que, seria capaz de amá-los mesmo que, todos eles me odiassem. Afinal amar é uma necessidade que prescinde de bons amigos, mas, no entanto, não sobrevive sem a experiência da amizade.
Tenho amigos que, apenas desconfiam que acalanto por eles um rascunho de carinho. Mal sabem que desse rascunho poderíamos fazer traços perfeitos de um retrato de amizade que, o tempo jamais apagaria. Esses mesmos amigos se apegam muito mais a essa estranha e imatura atitude de ligações ao celular, convites pra noite, um barzinho, algo com essa essência, do que a infalível compreensão de aceitá-los com suas fraquezas, defeitos.
Meus amigos, a eles um olhar inquiridor e repreensível, não admitindo os vacilos, mas coroando-os com o nobre abraço que transpira uma saudade quando a muito não os vejo.
Meus amigos, a eles um sorriso acolhedor, a gentileza inexpugnável e também os trapos dessa vida que ensina, somente ensina, nada mais. Aos meus amigos, sempre peço que sejam como a calorosa sensação de ser a cada dia um velho novo amigo; não me parecendo toda vez um espelho velho. Porque sempre existirá um desejo de querer se doar de querer viver, de querer estar ou permanecer ao lado das pessoas que precisam da vida pra ser vivida.