Apenas creia.

"não deixe que seus pensamentos, suas palavras, nem as suas ações contradigam aquilo que Deus diz a respeito de você..."

sábado, 27 de junho de 2009

Heróis humanos ou humanos simplesmente?


Observando os últimos acontecimentos dos últimos tempos desse tempo do fim, algo estranhamente difícil de compreender me acossou os sentidos. Fui obrigado a dar uma volta na história, relembrar grandes personagens que tinham tudo para serem exemplos de plenitude de vida, mas que, muitos se tornaram objetos de algo bem maior que a nossa compreensão pode aceitar e entender.


O que é a vida afinal? Questiono-me. Repousa em mim de maneira irresponsável e totalmente fora de conceitos, a noção de que a vida é um presente. Prestemos bastante atenção que certos presentes são específicos para um fim, um uso, uma singularidade que, se quisermos usá-lo de forma inadequada, ele pode deixar de existir em sua essência. Assim, no meu mais irresponsável ponto de vista, é a vida. Este maravilhoso presente. A vida é essa liberdade de arbítrios que podem nos conduzir a outra vida ou nos tornarão ícones de um transitório instante em que passamos nesse universo.


A humanidade tão carente, às vezes, chora quando perde um “herói”, um “ícone”, um “exemplo de talento”. Somos carentes de alma. Somos pobres de “homens super-homens”, somos nus se olharmos o quanto nos falta. Mas nos apegamos aos astros frutos dos sonhos de um Ser Maior. Queremos ser iguais aos nossos heróis, queremos seguir seus passos, queremos que nosso espelho reflita sua imagem. O mundo sempre perde quando alguns grandes homens pela sua história escrevem em nós uma página inigualável de um poema particular e, se vão tragicamente, inesperadamente. Parece que eles vieram simplesmente para fazer uma “participação especial” em nossas vidas. De alguma forma, tiramos uma lição!


Quando John Kennedy foi ceifado, a humanidade que, viu aquele homem lançar o desafio do homem chegar a Lua; foi a Lua sem querer, ao ver aquele que, deveria ser o maior ícone da política mundial de todos os tempos, ser assassinado. Por quê? Para quê? Aquele homem de um discurso singular que nos disse: “O grande inimigo da verdade é, muito frequentemente, não a mentira (deliberada, controvertida e desonesta), mas sim o mito - persistente, persuasivo, e irrealista.” Até hoje ficou o vácuo na política mundial deixado por Kennedy.

Heróis , símbolos de talento, determinação, inteligência... Se misturam ao mesmo tempo aos “heróis” de carne e osso iguais ao homem comum que cultiva à sua maneira sua admiração. O que dizer do inigualável Bruce lee com a sua rapidez e seu poderoso “soco de uma polegada”. Posso dizer que ele era surpreendente! Tanto que disse: “Saber não é o bastante, é preciso aplicar. Querer não é o bastante, é preciso fazer.”


Perderia-me nas palavras se fosse querer dizer algo que definesse Elvis Presley, com seu rebolado escandalizador e sua voz potente sem falar no padrão de beleza que as mulheres o elegeram na época. Como explicar o fenônemo chamado The Beatles que tinha a frente “o imaginable” Jhon Lennon? Sua música, a letra. O que devo dizer do “break” de Michael Jackson, essa lenda pop, com o seu inimitável moonwalk, com sua força e precisão de movimentos, sua afinação, perfeccionismo, suas roupas extravagantes, seu modismo, sua genialidade no que fazia? Viveu um thriller na própria vida.


Esses monstros inesquecíveis será se realmente existiram? Ou daqui a algum tempo vão virar lenda? Mas por que a tragédia os acompanhava tao de perto? O que haveria de errado naquilo que parecia ser perfeito? Será porque se agigantaram a ponto de não caberem em si? Será porque os “heróis morrem jovens”? O que de escuso haveria por trás dessas vidas tão idolatradas? Será o mal da própria idolatria? O exagero da soberba, o horizonte sem fim que causa o poder do dinheiro? O que esses e tantos outros grandes homens da nossa história poderia fazer se, por ventura, tivessem uma nova chance de vida para que, suas vidas não fossem marcadas e manchadas pela idolor e imperceptível trágedia que os cercava.


Esses homens podem e até devem ser respeitados e admirados pelo talento e perfeição naquilo que faziam. Mas seguidos, estariamos sendo infiéis com Aquele que sonhou com cada um deles e lhes deu a vida como um presente. O qual, devo crer que, não souberam o que fazer de melhor com ele.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Um desconforto


Olho pra mim e logo percebo que estou longe de ser a pessoa que eu preciso ser. Olho em volta, olho além das mesmices de um dia-dia anormal e tão normal que chega a ser chato. É ruim viver num tema e dilema único: Amanhecer, lutar, inventar, suar, ganhar, ter para viver a fim de sobreviver... Nessa coisa batida, nessa vida mal vivida, encurralada pela sagacidade desses novos tempos onde o tempo hoje nos concede menos tempo para aprender. Estamos na era da balança de posses. Temos que encher um lado da balança de bens e coisas e poder e tudo... Para o outro lado onde estamos, suba e nós só assim nos evidenciamos nos mostramos não pelo que somos, mas maquiados pelo que temos. Estamos malfadados pela esquisitice desses tesouros que as traças consomem e os ladrões roubam.


Ah... Há poucos dias fui apresentado a uma pessoa! Mas acreditem que não lembro o nome dela. Mas lembro muito bem o que ela é e tem... “Calvet, esse é fulano, filho de cicrano que é dono de uma grande empresa de logística no Sul e têm dois aviões a disposição, quatro pajeros na garagem, só faz compras na Europa, tem uma lancha um Helicóptero e etc... etc...” Eu nem ao menos lembro se disse: “muito prazer”. Afinal essa pessoa já tinha posses de prazer demais para se preocupar com a minha filantrópica educação.


Inverteram-se os valores ou será que esses valores nunca na verdade existiram? Mas que valor é este a ser agregado ao meu caráter? será o mesmo valor que eu quero que agregue àquele que está próximo de mim? Não posso ser egoísta e dono da verdade que tenho como verdade. Não posso ser estranho e diferente dessa sociedade que me empurra nessa fileira de favelados de alma, tão pobre de nobres sentimentos, cadáveres revés de pútrida honra, rostos de sorrisos do teatro da hipocrisia... Diferentes? Somos assim? Ou disfarçamos bem? Nem disfarçamos. Isso já faz parte do nosso caráter mal lapidado.


O mundo hoje gira em torno do seu próprio eixo. Esse movimento cíclico gera abstinência de sentimentos ainda necessários à vida, ao homem... Até mesmo à criatura criada à imagem e semelhança do criador. Mas o criador vê-se impressionado com o uso do livre arbítrio dado a sua criatura. Não somos como deveríamos ser. Somos um rascunho imperfeito, fruto da nossa própria sábia ignorância, perdidos num achado de rotulações que, presumem a vida como simplesmente uma sucessão de aparências impactantes de prazer. Nunca saciados, eternamente sozinhos.


Estamos sempre ocupados demais para nos ocuparmos com a vida de quem precisa um pouquinho da nossa vida de atitudes verdadeiras. Atitudes sem plástica, atitudes descompromissadas de interesses, atitudes sem pressão para doar-se; sem que seja preciso a natureza se comportar rebelde como uma enchente para nos fazer enxergar a necessidade do próximo, sem que seja preciso as epidemias, sem que uma crise nos coloque mais amenos, mais afetos a realidade da absoluta dependência do amigo, do próximo, do vizinho, do irmão. Estamos surdos pelo coração e a alma só verdadeiramente enobrece quando se sente alimentada pelos apelos audíveis que só o coração pode atender.


Pergunte a você: Onde está o teu tesouro? Onde está o teu coração? Em que consiste a tua riqueza? O que te faz ser possuidor de tudo, mesmo não tendo nada? Seríamos capazes de entender que mesmo não tendo nada, temos tudo? Nossa imperfeição se aproxima da mais perfeita estupidez. O que vemos, na realidade não possuímos, o que possuímos na realidade não temos, o que vemos que não temos é justamente isso que faria de nós a pessoa mais diferente e de uma singular riqueza do mundo. Pois a verdadeira riqueza não está no tamanho da nossa conta do banco ou na falibilidade que, os bens que possuímos dão o “aval” de poder. Um caráter são, faz do homem entre todas as espécimes ser detentor de uma vida de glórias jamais enferrujadas ou roubadas.

sábado, 20 de junho de 2009

Não existe dor que não cesse!


O tempo. Ele é sempre implacável, não respeita convenções e não reitera conveniências. Nada resiste ao seu voraz e silencioso fascínio corrente. O tempo passa e leva com ele dores quase insuportáveis, arranca qualquer solidão incoercível.


O tempo é a esperança daqueles que travam uma luta interior de sentimentos que se perderam, de saudades que maltrataram, de insalubres tristezas. O tempo é um vento que passa sem saber de onde vem e nem pra onde vai, mas traz consigo o remédio amargo da espera. Mas tão necessário para a cura.


Passou toda dor, toda tristeza, toda insegurança, passou até toda decepção. Não vale à pena decepcionar-se com qualquer coisa que nem de nós mereça decepção. A estrada de um novo horizonte, de um Sol intenso de cor e de brilho que está sobre àqueles que crêem que “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer.” Uma vida de renúncia, de confiança, de um coração feito para adorar. A nova vida chegou no exato momento em que eu cheguei a pensar que a minha vida tinha acabado. “isto sim é um verdadeiro presente de Deus pra mim”.


Hoje os meus sonhos foram ressuscitados, a minha fé reconstruída, a minha vida se refaz num passo lento e preciso, onde cada rascunho se transforma numa verdadeira obra prima de Deus.
Creiam que a vida é feita de pequenos instantes dados por Deus, simplesmente pelo seu incondicional amor para conosco. A Vida é fruto dessa absoluta necessidade de Deus em doar-se sem medida e a querer de nós a perfeita excelência de submissão. O meu passado e meu desequilíbrio anterior foram fincados na Cruz do Calvário, e renasci... Acreditem, das cinzas de uma dor que tinha um nome, mas hoje cessou.


A voz que ecoa do meu coração é Jesus. O autor da minha vida. O criador desse tempo que fez silenciar o passado e me traz uma nova manhã que renasce em mim... Deus a Ti, somente o meu obrigado Pai.

terça-feira, 9 de junho de 2009

NAMORAR...





Fui convidado a desafiar-me e escrever algo sobre “namorar”. Tantas e tantas pessoas bem mais eloquentes e expressivas já falaram sobre namoro. Vinícius de Moraes, Drummond, Fernando Pessoa, Caetano, Chico Buarque, e muitos outros... De tudo que já vivi, posso dizer que namorar é...


O retrato de cabeceira para que mesmo não dormindo juntos, será a primeira pessoa que receberá um olhar e um bom dia.




Namorar é escovar os dentes no momento qualquer, na ansiedade de receber o beijo da amada,
É a música no ônibus, no carro, no radinho, ou no ipoid. É a letra de cabeça pra ser recitada, é a dúvida, é a certeza, é a ligação só pra aumentar a certeza ou pra dividir a mesma dúvida.




Namorar é convidar a amada e sair com ela pra dividir um sorvete de casquinha, é negar a coca-cola – dá estrias. Tome um suco de laranja! É ser romântico no rabisco caprichado num pedacinho de papel pra dizer eu te amo! Namorar é soluçar de tamanha saudade e chorar baixinho, com a voz dengosa...




Namorar é fugir do trabalho, pegar um táxi, comprar um buquê de lindas rosas e faze-la ficar vermelha de vergonha no seu trabalho. Namorar é devoção! É admiração, é olhar zangado e mesmo assim com carinho.




Namorar é escolher o filme que ela gosta, é ficar contente por ela, é castigar a solidão com mensagens loucas pelo celular. Namorar é confessar tristezas, dividir problemas é locupletar-se das dores que não são suas. Namorar é fazer molecagem numa briguinha boba e dizer que ela tem razão, porque mesmo assim, ela ainda vai ficar chateada.




Namorar é construir sonhos, é subir escadas de realidades, é caminhar na praia da aventura, é tocar fogo no passado. É evitar mentiras e ao mesmo tempo mentir pra fazer uma agradável surpresa!




Namorar é ir ao encontro da amada nem que seja em Pequim. Você irá, não diga que não vai, porque sabe que vale à pena.




Namorar é pedir licença pra saudade e conversar com ela ao mesmo tempo. É começar a correr na beira da praia num fim de tarde só pra ver se da de cara com a amada. É puro suor, é também preocupação, é vaidade. Namorar é ir ao salão de beleza tirar a barba, limpar as unhas, é usar um perfume que sempre quando a pessoa amada sentir, vai logo se lembrar de você.




Namorar é perder tempo pensando, é vez enquanto, ficar sozinho. É dizer que sentiu falta mesmo que não tenha dado tempo de se sentir falta. São exageros de sorrisos, de promessas, de confissões. Namorar é um coração que vive e bate agora em função de outro coração.




Namorar é ir à casa da vovó e tomar aquela sopinha. É se entender e dar-se muito bem com a “sogra”, é conhecer os irmãos, ir às festas de família. Namorar é olhar pra pessoa amada e questionar sempre se ela é quem Deus escolheu pra você. É estar com a atenção à resposta. É crer quando em si, pelos limites das próprias forças, se possam duvidar. É estar preparado paras as surpresas. É ser sempre uma boa surpresa!




Namorar é sempre um começo. São as formalidades do início, é estar bem informado, é dar e ter orgulho, é dividir o romance para que se possa somar na paixão. É fazer do dia-dia um jardim e se tornar um exímio jardineiro pra cuidar quando brotar as flores sem que se fira com os espinhos.




Namorar é passar a madrugada na internet conversando bobagem com a amada. É explicar o que ela acha que naquele momento só você sabe. É ao menos tentar! Namorar é buscar inspiração em tanta coisa que jamais poderia te ensinar a ser feliz. Quando se ama, se é realmente amor, há alegria e há dor, há excitação e há ternura, há uma falta, mas há algo sobejador. O equilíbrio dessas forças de sentimento pode nos provar, mesmo que alguém queira contrariar, o que é amor.




E o que mais posso dizer de namorar? Quem sabe seria um quase-amor. Ou um estranho amor? Namorar não tão bem se define, em cada um há um prazer e uma sensação que cada paladar dar o sabor. Quem sabe namorar seria ou é, o começo do tão sonhado primeiro amor.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Um coração faminto


O suor da intensidade da pele, do calor que se acende pela presença das mãos pequenas e tão perfeitas quando me tateiam. O olhar sem palavras e todas as palavras não ditas quando o beijo silencia a dúvida. O medo vai embora, sem precisar reinventar a estória triste vivida numa página de vida que passou. O sentimento cresce, grita, pulsa, sua, busca e ainda assim, nada em você ele provocou. A fome ri com a solidão, ao mesmo tempo em que a ansiedade aprende a ter paciência com a espera. A fome de você... Desejo solto e preso na ingenuidade dos meus dias jogados à suas vontades. Meio sem vontade!


Essa deselegância da inquietude prende a voz, cala a atitude, espanta a presciência de que tudo ainda pode vir a ser de tal maneira como a sede quer. Essa sede saciada por algumas vezes com um “oi”, um “bom dia”, meramente superficial, sem notar que na superficialidade das palavras eu ainda encontro motivos para as profundas liberdades e verdades que te levarão a refletir... Afinal o que ainda não foi vivido, você jamais poderá reinventá-lo. Vem! Se deixe sem saída, e entre na minha vida como alguém desmerecida, como alguém sem pretensão alguma, entre na minha vida sem excessos de cuidados, venha despojada de vícios, costumes e manias, entre na minha vida na mais perfeita hora, entre na minha vida como quem vai entrar numa loja sem demora, mas se encanta e quer ficar ali para sempre.


Aqui em mim estão os espaços que poderão ser teus. Uma “sala de formalidades” dos primeiros dias, primeiros encontros, para que você dê seus primeiros passos, observar se está aconchegante, para se sentir confortável nessa nova casa de carinho, e ao sentar-se tão quieta, tão apreensiva, você vai se descobrindo e se entregando a ponto de sentir uma curiosa sede e, invadir a “cozinha dos segredos”, dos tempos passados, coisas vividas que, estão na lixeira do esquecimento... Mas que você vasculha pra ver se há algo inseguro em mim. Em meio ao “corredor das horas” os dias passam um bom filme na antessala, um carinho, um beijo, uma serenidade toma conta ao ver que pode repousar segura no “quarto do meu coração faminto”, onde você vai adormecer sem medo e ver que um rio de sentimento puro e tão intenso corre ali por você. Um caudaloso rio de águas límpidas de tanta saudade se longe você ficar.


É nessa vida, de uma só vida, um só coração, uma só liberdade que, busco viver. A escolhida...? Ela vagueia no meu querer, no íntimo de mim, e ela sabe que tê-la aqui tão perto é imaginável, mas nem por isso impossível.